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Não é que não queira; não posso falar, diz Graça sobre declaração de Costa

Da Redação ·
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fonte: Foto: Imprensa/ Agência Petrobras
Não é que não queira; não posso falar, diz Graça sobre declaração de Costa

RIO DE JANEIRO, RJ - A presidente da Petrobras, Graça Foster, se recusou nesta segunda-feira (2) a comentar as declarações dadas pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, em entrevista exclusiva à Folha de S.Paulo neste domingo (1°).

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"Não é que eu não queira falar. Eu não posso falar", disse Graça, ao ser abordada por jornalistas na saída do 4º Seminário sobre Matriz e Segurança Energética Brasileira, que acontece na Fundação Getúlio Vargas.

Segundo o ex-executivo, que dirigiu a área de abastecimento da empresa entre 2004 e 2012, o custo da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, foi calculado utilizando-se uma "conta de padeiro": estimou-se o custo de uma refinaria no México, na época entre US$ 15 mil e US$ 20 mil, e multiplicou-se pela capacidade pretendida para o projeto brasileiro, sem considerar particularidades do mercado e da logística locais.

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Com custo inicial estimado em US$ 2,5 bilhões (R$ 5,6 bilhões), Abreu e Lima deverá custar US$ 18,5 bilhões (R$ 41,5 bilhões) quando ficar pronta, em 2015. "A Petrobras errou", disse Costa à Folha. "Divulgou o valor de US$ 2,5 bilhões sem saber quanto a refinaria iria custar, sem um projeto."

O ex-diretor afirmou que não houve superfaturamento nas obras, apesar dos indícios apontados pelo TCU (Tribunal de Contas da União). Réu na Justiça junto com o doleiro Alberto Youssef, Costa disse que nunca fez remessas ilegais ao exterior.


PRODUÇÃO

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No evento, Graça Foster afirmou a Petrobras terá investido, até 2018, US$ 102 bilhões de dólares com a exploração e a produção nas áreas do pré-sal desde sua descoberta, em 2006. Desse total, US$ 20 bilhões já foram investidos até 2013. O restante será desembolsado entre 2014 e 2018.

Ela ainda comemorou a produção recorde de 470 mil barris de petróleo no pré-sal, atingida em 11 de maio. Segundo a executiva, 22% do óleo produzido no Brasil no mês passado veio dos poços das reservas abaixo do sal. Disse, ainda, que a marca de 500 mil barris na nova fronteira de produção está próxima.

Graça informou que o melhor poço produtor de petróleo do Brasil está no campo de Sapinhoá, no pré-sal, acoplado à plataforma Cidade de São Paulo, com produção de 35 mil barris por dia. Em abril, a produção média diária de petróleo no Brasil foi de 1,933 milhão de barris

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Graça disse que a política de conteúdo local "definitivamente, não é um obstáculo". Mas defendeu que a indústria naval invista em produtividade.

"É um investimento que as empresas fazem para desenvolver a indústria no Brasil. Evidentemente temos exemplos bem sucedidos da política de conteúdo local nessa indústria, mas também temos atrasos históricos verificados na China e na Noruega. Mas é evidente que a indústria naval precisa investir em produtividade".