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Atos de sem-teto não têm a ver com a Copa, diz ministro

Da Redação ·
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fonte: Foto: Arquivo
Atos de sem-teto não têm a ver com a Copa, diz ministro

BRASÍLIA, DF - O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) afirmou nesta sexta-feira (23) que as reivindicações de movimentos de sem-teto, em São Paulo, não têm a ver com a Copa do Mundo. Segundo ele, trata-se de interesses "muito localizados", "de um setor que tem o interesse legítimo de conquistar a habitação".

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Ele disse que os grupos e o governo tentam lidar com a situação, mas "correm atrás de uma pressão de demanda de muito tempo".

Na última quinta-feira (22), o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) articulou na capital paulista ato com 15 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, na região de Pinheiros. A manifestação é baseada na ideia "Hexa dos direitos", em alusão ao sexto título que a seleção brasileira busca. E reivindica moradia, transporte, saúde, educação de qualidade, entre outros. Também pedem "soberania na Copa".

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"Nós temos também uma legalidade no país, temos fila de pessoas inscritas que nós temos que respeitar e nós não podemos estimular que as pessoas o praticarem atos que ferem a legalidade sejam imediatamente recompensadas", disse Gilberto Carvalho ao fim de um evento com ONGs em Brasília. "O movimento e legítimo, insisto, mas nós temos que trabalhar dentro dos marcos institucionais, legais do país, para que não se estimule também a famosa justiça com as próprias mãos, ou justiça direta. É uma mediação importante que nós estamos fazendo", continuou.

O ministro afirmou que as políticas de remoção do governo federal fazem parte de um contexto maior que a Copa, de busca para melhorar a infraestrutura do país. Reconheceu, contudo, que o remanejamento das pessoas passa por aperfeiçoamento e que a presidente Dilma Rousseff deverá editar em breve decreto que assegure que famílias sejam imediatamente recompensadas pelo Estado nesses casos.

Ainda segundo Gilberto, o governo já vê os protestos de agora "perdendo significado", à medida que forem sendo entregues obras sobretudo de mobilidade -motivo-chave dos protestos de junho do ano passado. De acordo com ele, o que há é o crescimento de "movimentos de oportunidade", aos quais ele pediu "bom senso" para não causar "problemas para a imensa maioria das pessoas".