Política

Suposto dossiê pode virar alvo de investigação e ação na Justiça

Da Redação ·
 O presidente do PT, José Eduardo Dutra
fonte: Foto por Daia Oliver, do R7
O presidente do PT, José Eduardo Dutra

A suposta ação de integrantes da campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência na elaboração de um dossiê contra o pré-candidato José Serra (PSDB) deve esquentar o bate-boca entre os partidos durante a semana. Nesta segunda-feira (7), o PT deve pedir à Justiça para que o presidenciável tucano se explique sobre as declarações que fez sobre o tema. Por sua vez, o PSDB deve propor até a quarta (9) a abertura de quatro frentes de investigação sobre o caso.

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O assunto se tornou o foco central da troca de farpas entre petistas e tucanos após reportagem da revista Veja relatar, na semana passada, a existência de um suposto dossiê contra Serra. De acordo com a reportagem, integrantes da campanha da ex-ministra teriam contratado arapongas oficiais para espionar adversários e aliados. O veículo, porém, diz que a própria Dilma teria colocado um fim na produção do documento.

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A polêmica fez com que o jornalista Luiz Lanzetta, da Lanza Comunicação, deixasse a coordenação da área de comunicação da campanha petista neste sábado (5). O jornalista era apontado como o responsável por instalar uma central de espionagem contra os adversários, o que ele nega.

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De acordo com reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, a equipe contava com arapongas ligados aos servidos secretos oficiais, como o sargento da reserva Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, recém-saído do Cisa (o serviço secreto da Aeronáutica), e o delegado aposentado da PF Onésimo de Souza. O valor do serviço de espionagem seria de R$ 200 mil mensais.

Ao R7 Lanzetta admitiu ter se encontrado com o delegado e disse que, na ocasião, foi Onésimo quem ofereceu seus serviços, que foi recusado.

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- O cara queria me apresentar um projeto, eu não aceitei, fui embora e nunca mais falei com ele.

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Após as declarações, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, afirmou que a legenda não pode ser responsabilizada pelas atitudes de uma empresa prestadora de serviços à campanha.

- O contato é do Lanzetta, que não faz parte da campanha. Nós não temos o que questionar. Repudiamos qualquer ação dessa natureza e que tentem nos vincular.