Política

Requião denuncia processo de privatização do Banco do Brasil

Da Redação ·
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Requião denuncia processo de privatização do Banco do Brasil

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) denunciou nesta terça-feira (22) em Plenário o que chamou de processo de privatização do Banco do Brasil. Ele relatou que um decreto do ano passado autorizou a elevação de 20% para 30% na participação estrangeira no capital do banco. Segundo o senador, é falaciosa a argumentação do Banco do Brasil, que vê um aumento da demanda por suas ações por parte de investidores estrangeiros.

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- A venda para especuladores internacionais de 30% das ações do banco mais lucrativo das Américas por um preço semelhante à cotação do que resta em fim de feira é uma venda amoral, econômica e politicamente sustentável? - indagou o parlamentar, dirigindo-se à presidente da República, Dilma Rousseff e aos demais pré-candidatos a presidente, Aécio Neves (PSDB-MG), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Eduardo Campos (PSB).

Requião criticou o decreto - não numerado - que autorizou o aumento da participação estrangeira e disse que o preço das ações para estrangeiros é muito baixo. Ele criticou a autorização do Banco Central para iniciativa e opinou que não há interesse público na medida e anunciou que a apresentação de um projeto de decreto legislativo para sustar o decreto.

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Requião ressaltou a história do Banco do Brasil e a elevada capacidade técnica de seus funcionários. Segundo o senador, são esses os motivos do crescimento do BB e não o fato de ter mais investimentos estrangeiros.

- Quer dizer, dado que os estrangeiros têm interesse em nosso patrimônio lucrativo, devemos vendê-lo para eles. Tão simples assim, tão claro assim. Ora, se o Banco do Brasil é lucrativo, tem capacidade de entrega de seus resultados, que razão teríamos para vender as ações? Não é o fato de ter mais acionistas estrangeiros que vai fazer com que o Banco do Brasil se mantenha na vanguarda de indução do desenvolvimento - argumentou.

Requião afirmou ainda que a autorização para o aumento de estrangeiros no Banco do Brasil vem em um momento em que a mídia tem criticado as empresas públicas brasileiras. O senador questionou se não há algum tipo de manipulação de notícias para beneficiar o capital estrangeiro. Ele ainda reclamou da falta de interesse do Plenário em seu discurso e pediu a atenção dos candidatos à Presidência da República com a situação do Banco do Brasil, criticando o capital especulativo internacional.