Política

Peemdebistas fazem ultimato a Pessuti

Da Redação ·
 Pessuti já deixou claro que quer ser candidato ao Governo
fonte: Google Imagens
Pessuti já deixou claro que quer ser candidato ao Governo

Deputados da bancada do PMDB divulgaram ontem um manifesto que cobra prioridade para as chapas de candidatos proporcionais à Assembleia Legislativa e Câmara Federal, nas negociações do partido em torno de alianças para as eleições de outubro. Em um claro recado ao governador Orlando Pessuti (PMDB) – que se encontra hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – os parlamentares peemedebistas exigem que qualquer acordo para a disputa pelo governo, tenha como condição a coligação proporcional. O PMDB tem 17 deputados estaduais – a maior bancada na Assembleia – além de sete federais, e a previsão é de quem sem coligação proporcional com outras legendas, o partido não conseguirá reeleger boa parte desses parlamentares.
 

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“Somos favoráveis a qualquer aliança, desde que tenha coligação proporcional. Eu quero me reeleger deputado”, afirmou o deputado Luiz Cláudio Romanelli, que encabeça o manifesto. Romanelli deixou a liderança do governo na Assembleia, substituído pelo deputado Caito Quintana (PMDB). O motivo da troca seria a preferência do ex-líder por uma aliança com o PSDB de Beto Richa, em detrimento da candidatura própria de Pessuti ao governo.
 

O manifesto é apenas mais um sintoma visível do conflito de interesses no PMDB, em relação as eleições de outubro. Pessuti está preocupado em viabilizar sua candidatura ao governo, e para isso tem como meta atrair o PT. Os deputados estão divididos entre a candidatura própria, e uma aliança com o PSDB de Richa ou o PDT do senador Osmar Dias, que poderia incluir o PT.
O ex-governador Roberto Requião – pré-candidato ao Senado – torce por uma coligação com Osmar para garantir que ele dispute o governo, evitando ter que concorrer com o pedetista para o mesmo cargo. Diante desse cenário, Requião tem bombardeado as pretensões de Pessuti de disputar a reeleição para o governo.
 

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Os petistas pressionam o governador para que desista de concorrer ao governo em favor de Osmar Dias, para garantir uma aliança que inclua PT, PMDB e PDT, e um palanque forte para a presidenciável do partido, Dilma Roussef, no Estado. Pessuti, porém, não admite abrir mão da candidatura própria, o que pode levar Osmar a fechar com os tucanos, e disputar a reeleição para o Senado.
Estratégia - Na conversa que terá hoje com o governador, a expectativa é de que o presidente Lula tente justamente convencê-lo a apoiar Osmar para unir os três partidos da base governista no Estado. Do outro lado, Pessuti tenta mostrar que com Osmar no palanque tucano, a única alternativa de aliança para o PT no Paraná seria o PMDB. “Admitimos uma aliança com o PT, se o Osmar apoiar o Richa, mas tem que ter coligação na proporcional”, reforçou ontem Romanelli.
 

Na prática, a exigência inviabiliza a conversa do PMDB com o PT. Com seis deputados estaduais e quatro federais, porém, o PT paranaense não quer nem ouvir falar de coligação proporcional com o PMDB. “Se houvesse coligação com o PMDB, nós elegeríamos no máximo dois dois seis deputados estaduais. É uma aliança kamikaze”, classificou o deputado estadual e presidente do PT paranaense, Ênio Verri.