Política

"Vamos estar juntos", diz Aécio sobre prefeito de BH

Da Redação ·
"Vamos estar juntos", diz Aécio sobre prefeito de BH (Foto: Arquivo)
"Vamos estar juntos", diz Aécio sobre prefeito de BH (Foto: Arquivo)

BELO HORIZONTE, MG, 3 de abril (Folhapress) - A possibilidade anunciada pelo prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), de deixar o cargo nesta semana para concorrer ao governo de Minas Gerais durou pouco mais de 24 horas. No final da tarde de ontem, Lacerda se reuniu com o senador tucano Aécio Neves (MG) e acertou os ponteiros com o presidente nacional do PSDB.

O candidato de Aécio ao governo de Minas Gerais sempre foi e continua sendo o ex-ministro Pimenta da Veiga (PSDB), que já foi até lançado pré-candidato em um evento público com cerca de 5.000 pessoas presentes. Lacerda deverá apoiá-lo, conforme sinalizou Aécio.

Ao final do encontro, no apartamento de Aécio, na zona sul de Belo Horizonte, o senador enviou um recado à imprensa pela sua assessoria. Disse que a conversa foi boa e concluiu: "Vamos estar todos juntos".

O prefeito deixou o local sem explicar as razões pelas quais levantou a possibilidade de renunciar. Até então, ele dizia que não seria candidato. Lacerda disse que comentará a situação apenas amanhã.

O presidente do PSDB-MG, deputado federal Marcus Pestana, disse que Lacerda tem "lealdade e gratidão" por Aécio, já que foi o senador quem mais se empenhou pela sua reeleição em BH após ele ter rompido a aliança o PT.

"Ele é um bom político e é um ator importante na política mineira", disse Pestana, que atribuiu as declarações de Lacerda do dia anterior a "segmentos que levantaram sua opinião e desejo" de ter o prefeito como protagonista do jogo político.

Filiados do PSB disseram que a atitude de Lacerda pode ter sido uma maneira de colocar o partido como participante ativo desse processo de negociação, que, para eles, irá culminar na sucessão do próprio prefeito, em 2016.

Há duas semanas, Lacerda deu declarações públicas para dizer que a base do PSB-MG estava insatisfeita com o acordo de cúpula feito pelos presidenciáveis Aécio e Eduardo Campos (PSB-PE), que teriam excluído os interesses desses militantes. Ele, então, afirmou que foi procurado por alguns filiados do partido e que iria ajudá-los.

Pelo acordo Aécio-Campos, o PSDB apoiará o PSB em Pernambuco e o contrário acontecerá em Minas. Sobre isso, Lacerda chegou a dizer que uma negociação partidária "não é uma simples adesão a uma campanha majoritária, com tempo de TV".
 

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