Política

Senador tucano pede impeachment de Dilma

Da Redação ·
Senador tucano pede impeachment de Dilma - Foto: www12.senado.gov.br
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Senador tucano pede impeachment de Dilma - Foto: www12.senado.gov.br

BRASÍLIA, DF, 1 de abril (Folhapress) - Conhecido por seus discursos inflamados contra o governo, o senador Mário Couto (PSDB-PA) encaminhou ontem pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Couto afirma que Dilma deve perder o mandato porque teria cometido crime de responsabilidade na operação de compra da refinaria de Pasadena (EUA) pela Petrobras, em 2006.

O tucano afirma que Dilma, presidente do Conselho de Administração da estatal na época da compra, adotou comportamento "omisso" ao autorizar a compra da refinaria. Couto também acusa a presidente de ter conhecimento, desde 2007, das cláusulas que trariam prejuízo à estatal no negócio.

"Não há justificativa que a presidente Dilma não tomou iniciativa para investigar a lambança quando presidia o conselho e não o fez também depois de presidente da República, quando a Petrobras se viu obrigada pela Justiça americana a comprar a outra metade da refinaria por US$ 820,5 milhões", afirma o senador no pedido.

Couto diz que, pela Constituição Federal, os crimes de responsabilidade são "passíveis de perda do cargo com inabilitação até cinco anos quando praticados pelo presidente da República ou por ministros de Estado".

"De qualquer ângulo que se analise a questão, ela deve ser responsabilizada, seja pela conduta comissiva enquanto conselheira e ministra de Estado, ou quando presidente da República, de forma omissiva, uma vez que sabia de tudo e nada fez, quedando-se em um silêncio criminoso que gerou ao país um prejuízo de bilhões de dólares", afirmou.

Para que o pedido de impeachment de Dilma tramite no Congresso, a Câmara tem que acatar a solicitação de Couto. Depois, o processo teria que correr na Casa Legislativa, mas deputados governistas afirmam que não há chance do pedido prosperar.

A polêmica sobre a compra de Pasadena ganhou força depois que Dilma, há duas semanas, admitiu ter aprovado a compra da refinaria com base em "parecer falho" elaborado pelo então diretor internacional da Petrobras Nestor Cerveró. Em 2006, a presidente comandava o conselho da estatal que autorizou a compra de Pasadena.

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