Política

PGR conclui tradução e pedirá extradição de Pizzolato amanhã

Da Redação ·
 O ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, em 2005, quando foi descoberto o mensalão, e em 5 de fevereiro de 2014, quando foi preso na Itália (Foto: Estadão Conteúdo/Polícia de Modena)
fonte:
O ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, em 2005, quando foi descoberto o mensalão, e em 5 de fevereiro de 2014, quando foi preso na Itália (Foto: Estadão Conteúdo/Polícia de Modena)

A Procuradoria Geral da República informou nesta sexta-feira (21) que concluiu a tradução de documentos que permitirão a apresentação do pedido de extradição do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão e preso na Itália. O pedido de extradição de Pizzolato deve ser enviado ao Ministério da Justiça nesta segunda (24).

continua após publicidade

Após fugir do Brasil, o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil foi preso no dia 5 de fevereiroem Maranello, cidade famosa por abrigar a fábrica e museu da Ferrari e está atualmente detido em Modena. Pizzolato foi preso com documentos falsos e indiciado pela polícia italiana.

O prazo para o governo brasileiro remeter o pedido formal de extradição às autoridades italianas termina na segunda quinzena de março. O Ministério da Justiça repassará via diplomacia brasileira o pedido para que o condenado no mensalão volte ao Brasil para cumprir a pena imposta peloSupremo Tribunal Federal (STF) durante o julgamento do caso do mensalão.

continua após publicidade

Segundo a Procuradoria, os documentos traduzidos ainda serão revisados. Entre estes documentos estão a decisão do Supremo que condenou o ex-diretor do BB.

Foram traduzidas 70 páginas do processo do mensalão. Pela estimativa da PGR, o total foi de 140 laudas, com custo unitário de R$ 26. O valor total gasto para a tradução foi de R$ 3,6 mil.

A extradição ocorre quando um país reclama o envio de um condenado ou processado em suas terras para que cumpra a pena ou responda ao processo.

continua após publicidade

O caso de Pizzolato, no entanto, é polêmico porque ele tem dupla cidadania e, por isso, o governo italiano pode se recusar a extraditá-lo.

Pizzolato foi condenado no processo do mensalão a 12 anos e 7 meses de prisão por formação de quadrilha, peculato e lavagem de dinheiro.

O mandado de prisão contra ele foi expedido no dia 15 de novembro do ano passado. Pela decisão do STF, a pena deve ser cumprida em regime fechado, em presídio de segurança média ou máxima.

O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil foi encontrado em Maranello, cidade famosa por abrigar a fábrica e museu da Ferrari. A polícia local informou que ele foi levado pra Modena, a cerca de 21 km de distância de onde foi localizado. Segundo a Polícia Federal, Pizzolato portava documentos falsos e pode responder tanto no Brasil quanto na Itália pelo crime.