Política

Pressionado pelo próprio partido, João Paulo Cunha renuncia ao mandato

Da Redação ·
 João Paulo Cunha, em almoço com militantes para protestar contra julgamento, dias antes da prisão (Foto: Antonio Cruz/Ag.Brasil)
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João Paulo Cunha, em almoço com militantes para protestar contra julgamento, dias antes da prisão (Foto: Antonio Cruz/Ag.Brasil)

Por Márcio Falcão e Gabriela Guerreiro

BRASÍLIA, DF, 7 de fevereiro (Folhapress) - Último dos quatro parlamentares presos pelos crimes do mensalão, João Paulo Cunha (PT-SP) renunciou na noite de hoje ao mandato de deputado federal.

A carta foi entregue na Secretaria-Geral da Câmara e distribuída pela liderança do PT. No texto com duas frases e uma citação poética, o petista diz que deixa a Câmara "com a consciência do dever cumprido".

Ex-presidente da Câmara entre 2003 e 2005, João Paulo tentava manter o mandato, mas era pressionado dentro do próprio PT a renunciar.

O petista foi considerado culpado pelo STF por ter recebido propina para beneficiar empresas do operador do mensalão, Marcos Valério Fernandes de Souza. Ele alega ser inocente das acusações.

Na tentativa de despistar o recebimento de parte dos recursos, segundo a denúncia, ele enviou sua mulher para sacar R$ 50 mil numa agência do Banco Rural em Brasília. À época, o deputado chegou a dizer que a mulher havia ido ao banco pagar uma conta de TV a cabo. Depois, disse que o dinheiro era para pagar uma pesquisa eleitoral.
 

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