Política

Em nota, Azeredo manifesta "total estranheza" com relatório

Da Redação ·
 O deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) (Foto: Brizza Cavalcante/Agência Câmara)
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O deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) (Foto: Brizza Cavalcante/Agência Câmara)

Por Márcio Falcão e Gabriela Guerreiro

BRASÍLIA, DF, 7 de fevereiro (Folhapress) - Após ter sua condenação por peculato e lavagem de dinheiro sugerida pelo procurador-geral República, o deputado federal Eduardo Azeredo disse que "manifesta ainda total estranheza com a contradição entre o relatório da Procuradoria e as provas apresentadas ao processo".

O tucano negou seu envolvimento em um esquema de corrupção e disse esperar que o processo seja resolvido rapidamente. "Não houve mensalão ou pagamento a parlamentares, em Minas Gerais e as questões financeiras da campanha de 1998, alvo da ação penal que tramita no STF, não eram de sua responsabilidade."

Hoje o procurador-geral República, Rodrigo Janot, apresentou as alegações finais do mensalão tucano ao STF (Supremo Tribunal Federal), e pediu que Azeredo seja condenado a 22 anos de cadeia e ao pagamento de multa de R$ 2,2 milhões.

Responsável pela defesa de Azeredo, o advogado José Gerardo Grossi, afirmou que ainda analisa o material da Procuradoria, mas que deve finalizar em 15 dias as contrarrazões. Ele não quis dar detalhes da linha de defesa. "É um processo que está correndo dentro da normalidade", desconversou.

Preocupados com o impacto do caso nas eleições, a estratégia do PSDB é isolar a denúncia em torno do deputado e ainda negar que esse episódio do mensalão do PT. O partido teme principalmente que o episódio cole na campanha presidencial do senador Aécio Neves (MG).

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) evitou polemizar com o posicionamento de Janot. "O PT prevaricou porque não denunciou o mensalão. Não é o caso do PSDB, mas temos que respeitar a decisão do procurador", disse.



Leia a íntegra da nota de Azeredo:

"O teor das alegações finais da Procuradoria Geral da República ainda é desconhecido. O deputado Eduardo Azeredo manifesta sua confiança no Supremo Tribunal Federal, que decidirá ouvindo também as alegações da defesa. Manifesta ainda total estranheza com a contradição entre o relatório da Procuradoria e as provas apresentadas ao processo.

Azeredo reitera sua inocência com relação às acusações e espera que as questões sejam esclarecidas o quanto antes. Reforça que não houve mensalão, ou pagamento a parlamentares, em Minas Gerais e que as questões financeiras da campanha de 1998, alvo da ação penal que tramita no STF, não eram de sua responsabilidade.

Reafirma ainda que a aquisição de cotas de patrocínio por estatais mineiras, também questionada, não é da alçada de um governador de Estado e não houve sua a determinação para que ocorresse."
 

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