Política

Temer evita comentar reforma ministerial

Da Redação ·
Temer evita comentar reforma ministerial (Arquivo)
Temer evita comentar reforma ministerial (Arquivo)

SÃO PAULO, SP, 23 de janeiro (Folhapress) - O vice-presidente Michel Temer (PMDB) evitou hoje dar detalhes sobre a reforma ministerial em preparação no Planalto.

Questionado sobre a indicação de Josué Gomes (PMDB-MG) para a pasta do Desenvolvimento o atual ministro, Fernando Pimentel (PT), deve deixá-la para concorrer ao governo mineiro, Temer se limitou a elogiar o empresário e reiterou que a decisão final será da presidente Dilma Rousseff.

"É uma grande figura, uma figura exponencial da atividade industrial brasileira, vamos esperar depois do dia 29. Depois é que virá uma decisão nessa direção", disse Temer.

Gomes é filho de José Alencar e é um dos nomes cotados pela presidente, mas ainda não se sabe se essa indicação tem o aval do PMDB que também teria indicado seu nome para concorrer ao governo de Minas Gerais.

O vice-presidente esteve na capital paulista para a inauguração do novo prédio do HCor (Hospital do Coração), substituindo a presidente Dilma Rousseff, que se encontra no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.

Na cerimônia, estavam também presentes o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias de SP), Paulo Skaf (PMDB) todos pré-candidatos ao governo paulista, além do prefeito da cidade, Fernando Haddad (PT).

Reforma

Recentemente, a presidente Dilma também convidou Arthur Chioro, atual secretário da Saúde em São Bernardo do Campo (SP), para assumir o Ministério da Saúde no lugar de Alexandre Padilha (SP), que vai concorrer ao governo paulista.

O futuro ministro é alvo de investigação do Ministério Público de São Paulo por improbidade administrativa. Nesta quinta, Chioro afirmou que não vê "nenhuma irregularidade" em ser sócio de uma consultoria que atua na área da saúde ao mesmo tempo que ocupa o cargo de secretário municipal da Saúde em São Bernardo do Campo (SP).

No dia 18 de janeiro, Dilma formalizou convite a Aloizio Mercadante, hoje titular da Educação, para que ele substitua a ministra Gleisi Hoffmann na Casa Civil.

Gleisi deixará o governo para se dedicar à campanha ao governo do Paraná. Na saída de Mercadante, MEC (Ministério da Educação) definiu em 2014 um reajuste de 8,32% no piso nacional dos professores da educação básica e causou atrito com a categoria.

Saúde

Para Temer, o tema saúde deve ser central nas próximas eleições. "Eu acho que vai ser um ponto muito tocado. E o governo federal, como vocês sabem, está fazendo o possível para incrementar o combate às doenças e, portanto à melhoria da saúde no país", disse.

Tanto Alckmin quanto Padilha são formados em medicina e preocuparam-se em ressaltar esse aspecto em seus discursos de homenagem ao diretor-geral do hospital, Adib Jatene. O programa Mais Médicos, que trouxe especialistas estrangeiros para atuar no país, é a principal vitrine de Padilha em sua gestão na Saúde.
 

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