Política

Eleições “forçam” reforma da equipe de Richa até abril

Da Redação ·
Eleições “forçam” reforma da equipe de Richa até abril (Foto: AEN)
Eleições “forçam” reforma da equipe de Richa até abril (Foto: AEN)

As eleições de 2014 obrigarão o governador Beto Richa (PSDB) a fazer uma significativa reforma de seu secretariado até abril do ano que vem. É que boa parte dos integrantes do primeiro escalão da administração estadual terão que entregar seus cargos para concorrer a um mandato eletivo nesse período. A legislação eleitoral prevê que quem ocupa esse tipo de posto tem que se desincompatibilizar seis meses antes do primeiro turno da eleição.

Entre os nomes que deixarão o governo estão “pesos-pesados” da equipe de Richa e da política paranaense, como o atual chefe da Casa Civil, Reinhold Stephanes (PSD) e o secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano, Ratinho Júnior (PSC). Ambos são deputados federais licenciados e devem buscar a reeleição para a Câmara no ano que vem.
 

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A dúvida é em relação a Ratinho Júnior, que já declarou a intenção de concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa, alegando ter a intenção de ficar mais no Estado, por razões familiares e também políticas. Esse também foi um dos motivos alegados por ele para aceitar o convite de Richa para o cargo no governo no início de 2013, após a derrota no segundo turno da eleição para prefeito de Curitiba, vencida por Gustavo Fruet (PDT).

A ideia é que ele seja um “puxador de votos” com o objetivo de eleger uma grande bancada do PSC na Assembleia. O problema é que a direção nacional do partido pressiona Ratinho Jr a disputar a reeleição para a Câmara, já que é o número de eleitos para o Legislativo federal que determina o tempo de cada legenda no horário eleitoral gratuito de rádio e televisão e a divisão dos recursos do fundo partidário.

Além disso, Ratinho Jr é hoje o nome mais cotado para ser o candidato a vice-governador na chapa de Richa. Mas pode ter que abrir mão da vaga para que o governador a utilize na negociação para atrair o PMDB para seu palanque.

Stephanes é outro que se licenciou da Câmara no início do ano para assumir o cargo no governo e deve deixar o posto para disputar a reeleição. Já o atual secretário de Estado do Governo, César Silvestri (PPS), que também é deputado federal licenciado, estaria em dúvida sobre concorrer ou não a novo mandato ou permanecer no governo.


Fonte: Blog do jornalista Fábio Campana