Política

Roberto Jefferson questiona avaliação de médicos do Inca

Da Redação ·
Roberto Jefferson questiona avaliação de médicos do Inca (Arquivo)
Roberto Jefferson questiona avaliação de médicos do Inca (Arquivo)

RIO DE JANEIRO, RJ, 9 de dezembro (Folhapress) - O ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), delator do esquema do mensalão, criticou o laudo médico do Inca (Instituto Nacional do Câncer), que considerou desnecessária sua prisão domiciliar ou mesmo em unidade hospitalar.
 

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Em texto publicado hoje em seu blog pessoal, Jefferson disse ter ficado surpreso ao ler que a avaliação da equipe médica concluiu que ele não tem câncer.

"Meus problemas de saúde hoje são decorrentes da cirurgia à qual me submeti para a retirada do tumor no ano passado. Tive dois cânceres, um em 1992 e outro em 2012; tenho fé em Deus que me livrei deles", escreveu o ex-deputado.

No ano passado, Jefferson foi condenado a sete anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, por ter recebido R$ 4,5 milhões do mensalão quando fazia parte da base de apoio do governo Lula no Congresso. Ele era presidente do PTB quando delatou o esquema de compra de parlamentares em 2005.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, Jefferson disse estar curado. Mas ressaltou que, por conta das intervenções cirúrgicas realizadas, sua saúde ficou frágil. E, por isso, solicitava a prisão domiciliar.

"Estou bem de saúde. O câncer está curado. O inconveniente é o metabolismo. Tenho que seguir uma dieta balanceada e tomar um monte de injeção, o que eu não desejo para nenhum inimigo. Fizeram uma limpeza em mim [na cirurgia]. Não tenho mais duodeno. Perdi quatro quintos do estômago, fígado, um pedaço do pâncreas, um metro e meio de intestino. O câncer eu tenho a impressão de que não vou ter mais, graças a Deus. Foram seis meses de quimioterapia. Mas tenho desabsorção [de vitaminas], diabetes e anemia. Fiquei igual a um sabiá gigante [risos]. É o papai que diz isso: um sabiá gigante! Preciso ir ao banheiro oito, dez vezes por dia. Meu advogado está fazendo um esforço monstruoso pela prisão domiciliar. Não posso comentar, mas torço. Se puder escolher, prefiro ficar em Levy Gasparian (a 140 quilômetros do Rio de Janeiro)."