Política

Temer nega que reajuste dos aposentados seja eleitoreiro

Da Redação ·

O presidente da Câmara, Michel Temer, afirmou nesta quarta-feira (5) que a aprovação do reajuste de 7,72% para as aposentadorias acima de um salário mínimo (R$ 510) não foi uma decisão eleitoreira.

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As acusações foram feita por membros do governo, contrários à medida. Mais cedo, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou que a decisão do governo é “irresponsável” por afirmar que o rombo da Previdência pode aumentar em até R$ 30 bilhões em um período de cinco anos.

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Temer rebate os dados apresentados e afirma que o reajuste aprovado é apenas 0,72% maior do que o percentual acordado com o governo, de 7%. Ele diz quer o percentual equivale a R$ 600 milhões, valor que o governo pode arcar.

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O presidente da Câmara afirmou que o reajuste não é uma decisão isolada do Congresso em favor do aposentados. Ele disse que as políticas da área de Previdência são uma preocupação permanente da Câmara e o Senado.

O presidente do Senado, José Sarney, afirmou que dificilmente os senadores farão qualquer mudança na medida provisória e que a decisão será do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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- Eu não conheço os números do orçamento do governo, mas acho que politicamente é muito difícil que haja qualquer modificação aqui no Senado até mesmo porque há, aqui, uma grande simpatia com os aposentados.

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Sarney disse que o reajuste é justo aos “velhinhos”, pois eles são sempre prejudicados com o aumento nos preços dos medicamentos.

- Eu recordo sempre minha mãe que dizia: 'Olha, não deixa de ajudar os velhinhos'. Estou falando em causa própria.

Sobre o fim do fator previdenciário, Sarney adotou uma postura mais cautelosa. Para ele, essa é uma questão controversa e divide as opiniões. Até entre parlamentares da oposição, existe a convicção de que a extinção do fator previdenciário vai fragilizar ainda mais a situação de caixa da Previdência Social.