Política

MST invade cinco áreas no Estado

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 1 de setembro (Folhapress) - O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) invadiu quatro fazendas no interior de São Paulo e uma área urbana na Grande São Paulo entre as manhãs de sexta-feira e de ontem. De acordo com a coordenação nacional do MST, 1.050 famílias participam das cinco invasões. As áreas invadidas na sexta-feira foram a fazenda São João, em Sud Menucci (a 614 km de SP), e a fazenda Santa Cecília, em Araçatuba (a 530 km de SP). A Santa Cecília, onde 150 famílias estão acampadas, pertence ao empresário Oscar Maroni, dono da casa noturna Bahamas, da capital paulista. Na manhã de ontem, os integrantes do MST entraram em outras duas fazendas: Martinópolis, em Serrana (a 315 km de SP), e São José, em Penápolis (a 491 km de SP). Durante a invasão da São José, cerca de 200 sem-terra chegaram a bloquear a rodovia Marechal Rondon. Foram 30 minutos de paralisação da pista no sentido interior. A desobstrução foi pacífica. Ainda na manhã de ontem, o MST promoveu a invasão de um terreno no bairro Bela Vista, em Itapevi, na Grande São Paulo. Segundo os sem-terra, 150 famílias voltaram a entrar na área, que já havia sido alvo de desocupação em maio deste ano. O MST quer a destinação das quatro fazendas invadidas para reforma agrária e que o terreno de Itapevi seja usado para a construção de moradias. Segundo os sem-terra, três das quatro fazendas são improdutivas. A Santa Cecília, de Oscar Maroni, foi invadida para chamar a atenção do governo para a necessidade de reforma agrária. "Como não podemos ocupar essas fazendas improdutivas, senão elas ficam paradas na Justiça por mais dois anos, ocupamos essas outras fazendas para pressionar o andamento das que deveriam ser destinadas à reforma agrária", disse Nina Rodrigues do Carmo, da direção estadual do MST. Penápolis O ato em Penápolis envolveu cerca de 50 famílias sem terra. Elas estavam no local desde as 5h de ontem, quando formaram um acampamento ao lado da rodovia. A montagem dos barracos envolveu cerca de 200 famílias, mas no momento permanecem acampadas 50. O protesto em Penápolis visa cobrar do governo federal mais rapidez no processo de reforma agrária em outros acampamentos da cidade.  

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