Política

Lei do abono para agentes de saúde é sancionada

Da Redação ·
 Servidores acompanharam sanção de lei sobre abono para a categoria (Sergio Rodrigo)
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Servidores acompanharam sanção de lei sobre abono para a categoria (Sergio Rodrigo)

Agentes de saúde e de combate a endemias lotaram ontem o salão nobre da Prefeitura de Apucarana para acompanhar a sanção da lei que autoriza o pagamento de abono salarial à categoria. O repasse integral dos recursos disponibilizados pelo Ministério da Saúde, na ordem de R$ 254,78, eram uma reivindicação antiga dos servidores e vão representar um impacto de R$ 42 mil mensais ao cofre municipal. No ano passado, a demanda chegou a ser, inclusive, motivo para que os 240 agentes cogitassem entrar em greve na cidade.

A incorporação do abono elevará os vencimentos dos agentes da Autarquia Municipal de Saúde (AMS) para R$ 1.088,00. O prefeito de Apucarana, Beto Preto (PT), agradeceu o apoio da Câmara de Vereadores na aprovação do projeto de lei que possibilitou a medida e disse que a concessão do abono é um esforço administrativo que vale a pena. “O repasse é justo, já era feito antes e foi se perdendo ao longo dos anos. Reconhecemos nos agentes o braço operante da saúde”, disse o petista.

Ele assinalou que o programa que prevê a atuação dos agentes de saúde em Apucarana foi criado por ele em 1998, quando ocupava o cargo de secretário Municipal de Saúde. “Em dezembro de 1999 fomos o primeiro município brasileiro com mais de 100 mil habitantes a ter cobertura domiciliar de mais de 70% das residências”, completou.

CONQUISTA

Para a servidora Salete da Silva, a categoria obteve uma grande conquista. “Todos sabem o quanto isso é importante para nós. A luta foi árdua”, definiu. O mesmo comentou a também agente comunitária, Sônia Pereira. “É um dinheiro que estávamos esperando há muito tempo, que o governo já mandava”, observou a servidora.

O secretário Municipal de Saúde, Hélio Shindy Kissina, lamentou que os agentes tivessem que passar por uma longa espera para ter o abono recuperado. “Acompanhei a situação deles e sei que passaram por duras penas. Fui médico do Saúde da Família e sei do valor dos agentes”, pontuou ele.

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