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PT busca apoio de sindicatos para aprovar plebiscito

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PT busca apoio de sindicatos para aprovar plebiscito
Autor Presidente do PT, Rui Falcão, se reunião ontem com dirigentes do PDT e PC do B (Divulgação) - Foto: Reprodução

SÃO PAULO, SP, 12 de julho (Folhapress) - O PT, ao lado do PC do B e do PDT, buscou hoje o apoio de centrais sindicais para sua tentativa de ressuscitar o plebiscito para a reforma política.

A proposta, apresentada pela presidente Dilma Rousseff em resposta às manifestações que aconteceram no Brasil em junho, havia sido descartada nesta semana pela Câmara dos Deputados, mas o partido tentará apresentar um projeto de decreto legislativo (PDL) propondo a consulta popular.

PT, PDT e PC do B dizem ter, juntos, 138 das 171 assinaturas de deputados necessárias para levar o projeto ao plenário da Câmara.

Ontem, os presidentes das três legendas --Rui Falcão, do PT, Carlos Lupi, do PDT, e Renato Rabelo, do PC do B-- se reuniram com representantes de centrais sindicais na sede do diretório estadual do PDT, em São Paulo.

O encontro teve a participação da CUT (Central Única dos Trabalhadores), da UGT (União Geral dos Trabalhadores), da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil) e da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros).

Lideranças das quatro entidades disseram apoiar a proposta do plebiscito e prometeram se empenhar para pressionar parlamentares em busca das 33 assinaturas restantes.

O líder do PT na Câmara, José Guimarães (PT-CE), deve discutir com a bancada do partido quais serão as perguntas que farão parte do plebiscito até segunda-feira, para apresentar o projeto na terça.

O PT e seus aliados defendem o voto em lista fechada para deputados e o financiamento exclusivamente público de campanhas, mas Rui Falcão admitiu que poderia debater a proposta de entidades como OAB, UNE e CNBB, que permitiria doações eleitorais de pessoas físicas.

O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), não participou da reunião nem mandou representante da central, e foi criticado pelo líder de seu partido. Carlos Lupi disse que a ausência foi injustificada, porque Paulinho teria confirmado presença no encontro.

"Enquanto companheiro de partido, ele está obrigado a seguir a orientação do partido. Como presidente de entidade sindical, ele tem liberdade de fazer sua opção. Mas acho que no mínimo ele devia estar aqui. O que eu posso fazer é lamentar. Mesmo que você tenha opinião divergente, tem que estar presente para dar sua opinião", disse Lupi.

No Dia Nacional de Lutas convocado pelas centrais sindicais nesta semana, foi a Força quem fez as mais duras críticas a Dilma. Paulinho defendeu a demissão imediata do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e integrantes da entidade gritaram palavrões à presidente.

Lupi disse que não gostaria de discutir a posição de uma central à qual não é filiado, mas criticou o correligionário. "Cada um fala o que quer. Quem fala o que quer também ouve o que não quer", afirmou.

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