Política

PT convoca militantes a "assumir definitivamente" participação em protestos

Da Redação ·

Por Catia Seabra BRASÍLIA, DF, 4 de julho (Folhapress) - O comando nacional do PT conclamou hoje, em documento, a militância petista "a assumir decididamente a participação das manifestações de rua em todo o país, em particular no dia nacional de luta com greves e mobilizações", programada pelas centrais sindicais para a próxima quinta-feira. "Todo apoio ao dia nacional de luta com greves e mobilizações", diz o documento distribuído ontem pelo presidente do PT, Rui Falcão, após dez horas de uma reunião marcada por críticas ao distanciamento do governo Dilma com os movimentos sociais. A conclamação foi realizada depois de o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Vagner Freitas, antecipar à cúpula petista a programação e a pauta do movimento. E depois de petistas reclamarem da falta de diálogo do governo com partido e sociedade civil. "Nós estamos no gabinete. Mas somos de rua", disse o vice-presidente do partido, Alberto Cantalice (RJ), alegando existir uma coincidência entre a agenda sindicalista e a do partido. O PT incluiu entre suas propostas a insistência por uma constituinte exclusiva para a reforma política, mesmo que dependa de coleta de assinaturas. A resolução do partido "saúda" ainda o que chama de caráter progressista do movimentos. Apesar da intensa resistência interna, o partido decidiu apoiar publicamente a realização de um plebiscito sobre reforma política "num prazo mais curto possível". Na reunião, petistas apontaram para o risco de perda de controle do questionário do plebiscito. Segundo participantes, o senador Welington Dias (PI) chegou a alegar que não é possível saber o que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), incluiria entre as perguntas. Ainda assim, venceu o argumento de que o partido tem o dever de sustentar a presidente Dilma Rousseff num momento tão delicado. "Podemos fazer isso [lutar pelo plebiscito] e não acontecer. Nossa obrigação é mostrar a população que estamos solidários com ela", disse Falcão.  

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