Política

Cardozo também diz que "ideal" seria reforma para 2014

Da Redação ·

BRASÍLIA, DF, 4 de julho (Folhapress) - Assim como o vice-presidente Michel Temer, o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) deu novas declarações para afirmar que o desejo do governo é de que um plebiscito para forçar uma reforma política já neste ano, valendo para o pleito de 2014. Segundo o ministro, a data e o conteúdo da consulta é atribuição do Congresso e, portanto, o governo não poderia interferir. Cardozo afirmou ainda que o Planalto sempre defendeu e continua defendendo que "o ideal" seria que as alterações sugeridas pelo plebiscito para o sistema político brasileiro tivessem efeito já na disputa eleitoral do ano que vem. "O governo sempre achou e continua achando que o ideal é que o plebiscito seja feito em data que permita que as alterações possam ser implementadas já em 2014. Essa é a posição do governo", disse. Ele afirmou que o conteúdo e a data do plebiscito são competências do Parlamento. "O governo não pode bater o martelo numa coisa que não tem o martelo, não é dele, é do Congresso. Nós só sugerimos", afirmou. O governo afirmou que "não tem mudança da posição, recuo". "A nossa tese saiu fortalecida porque a base governista, por unanimidade, está defendendo o plebiscito", completou. Durante a entrevista concedida pela manhã, Cardozo foi questionado se o governo errou ao defender o plebiscito imediato e negou. "Ao contrário: houve uma proposta muito clara pelo plebiscito, que colocou na pauta a reforma política [...] não se pode falar em equívoco quando a presidente coloca uma questão para a sociedade. Os partidos da base seguem unidos na ideia de que o povo deve ser consultado."  

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