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Dilma receberá evangélicos na próxima semana

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Dilma receberá evangélicos na próxima semana
Autor Dilma receberá evangélicos na próxima semana (Agências) - Foto: Reprodução

BRASÍLIA, DF, 3 de julho (Folhapress) - Duas semanas depois de receber críticas e ameaças de líderes evangélicos por ter recebido movimentos sociais ligados à causa gay, a presidente Dilma Rousseff deverá receber na próxima semana representantes evangélicos no Palácio do Planalto.

Responsável pela interlocução com movimentos sociais, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) disse hoje que ainda não há data nem representantes confirmados, mas que a agenda será definida no intuito de continuar debatendo "o momento nacional".

A reunião faz parte da estratégia do governo para dar uma resposta às manifestações que tomam conta das ruas em vários Estados.

Na semana passada, pelo Twitter, o deputado Marco Feliciano mandou uma mensagem para o pastor Silas Malafaia sobre uma reunião da presidente com ativistas LGBT. "Somos ou não somos invisíveis?", questionou. Ainda pela rede social, Malafaia subiu o tom da reclamação e disse que Dilma tem recebido até "vadias", mas esqueceu dos evangélicos.

Segundo o ministro, Dilma deverá receber também, a partir de sexta-feira, movimentos organizados do campo, além de ativistas da cultura digital, do movimento feminista, de grupos ligados ao combate à desigualdade racial e de povos indígenas.

"Seria um ciclo novo que estamos abrindo, além dos que já fizeram, sempre nessa perspectiva da importância de ouvir a sociedade, as demandas, aquilo que as ruas manifestaram", disse.

"É um momento da presidenta ouvir diretamente questões, sugestões, análises do movimento sobre o momento nacional e, claro, apresentar as suas demandas, que, na medida do possível, serão tratadas depois pelo governo", completou o ministro.

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Plebiscito

O ministro minimizou a decisão do PMDB, anunciada na noite passada, de enviar uma proposta à parte à base aliada sobre a proposta de plebiscito que Dilma encaminhou ontem ao Congresso.

"O PMDB é o nosso principal parceiro. Mais do que parceiro, faz parte do governo em sua essência", disse Carvalho, em referência ao vice-presidente Michel Temer. "Agora, é natural que o partido, enquanto partido, tenha liberdade de se expressar, se manifestar."

"Nós confiamos no prosseguimento do debate e na nossa capacidade de convencer os parlamentares da conveniência do plebiscito", afirmou.

"Quando você faz uma aliança política, você faz uma aliança entre diferentes, e não entre iguais. Então, bem vinda a divergência, bem vinda a diferença. O importante é convergir para os pontos centrais."

Ele defendeu ainda o financiamento público de campanha --pauta defendida tradicionalmente pelo PT, cujo questionamento foi encampado na minuta encaminhada por Dilma ao Legislativo. Segundo ele, "o atual sistema eleitoral é um sistema que induz de alguma forma a uma dependência econômica e a um tipo de corrupção".

"Se é verdade que nós queremos acabar com a corrupção, é importante que façamos uma reforma estrutural na política, na forma de funcionamento da política e trabalhe primeiro o financiamento público de campanha sem a proibição da contribuição individual, pessoa física, e acabar com o financiamento para pessoa jurídica, e que também trabalhe formas de participação da sociedade na política."

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