Política

PSB lista 17 propostas para reverter crise

Da Redação ·

Por Daniel Carvalho e Gabriela López OLINDA, PE, 2 de julho (Folhapress) - Em um documento redigido após sete horas de um debate que só terminou na madrugada de hoje, a cúpula do PSB, liderada pelo governador Eduardo Campo (PE), afirma que a base da presidente Dilma Rousseff é "artificial" e elenca ao menos 17 propostas para reverter a crise política evidenciada pelos protestos no país. "Advertíamos o governo para a artificialidade de sua base parlamentar, sem consonância com a realidade social, nem correspondência com os propósitos do governo de centro-esquerda", diz a carta intitulada "O PSB e o novo Brasil", assinada por Campos. Na carta, o provável adversário de Dilma Rousseff nas eleições do ano que vem não menciona outras siglas, mas afirma que "há meses" advertia "governo e partidos quanto à necessidade de uma análise crítica da realidade brasileira" e que a ocupação das ruas pela população é sinal de "vigor democrático". "O Brasil, que foi eficiente na construção de estádios de excelência internacional, pode ser eficiente na construção das obras e manutenção dos serviços de que depende nosso povo", diz o partido. O PSB oficializou o apoio à realização de plebiscito e referendo, mas faz ressalvas à consulta popular proposta pelo governo federal. "O plebiscito sugerido pela presidente Dilma Rousseff não deve estar limitado à reforma política, mas [deve ser] realizado dando-se oportunidade à ampla participação da sociedade na elaboração das perguntas", afirma. O partido defende que a consulta seja feita junto com a eleição do ano que vem, passe a valer a partir da disputa seguinte, em 2016, e abranja "todos os poderes". "Muitas medidas dependem de reforma constitucional, outras, porém, podem ser introduzidas por nossos governos e pelo Congresso." Propostas O documento publicado pelo PSB traz 12 propostas aos parlamentares e 5 aos governantes pessebistas, além de recomendações feitas à militância e à Fundação João Mangabeira, ligada ao partido. Para os integrantes do Legislativo há orientações como defender o fim do voto secreto, a unificação das eleições, o mandato de cinco anos, o fim da reeleição e das coligações proporcionais. O partido defende um novo pacto federativo, a destinação de 10% do orçamento da União para a saúde e de 10% do PIB para a educação. Aos governantes, o PSB recomenda, entre outros pontos, a adoção dos critérios da Lei da Ficha Limpa para o ingresso no serviço público. "Ajudamos o Brasil a melhorar, mas tínhamos clareza de que havia um Brasil que queria mais. Colocamos isso nas nossas inserções. Para nós não é surpresa que as ruas peçam o que o PSB entendia que era uma nova agenda. Uma nova agenda, para um novo Brasil", afirmou, em entrevista à imprensa na sede provisória do Governo, em Olinda, no Grande Recife.  

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