Política

Dilma enviará mensagem ao Congresso para o plebiscito

Da Redação ·

Por Tai Nalon e Breno Costa BRASÍLIA, DF, 1 de julho (Folhapress) - A presidente Dilma Rousseff afirmou hoje que irá mandar amanhã minuta com as "balizas" que nortearão a convocação de um plebiscito para a reforma política pelo Congresso Nacional. Ela interrompeu reunião ministerial na Granja do Torto, em Brasília, para anunciar a decisão. Segundo ela, não serão enviadas sugestões de perguntas, mas "linhas gerais" para a elaboração da consulta popular. "Uma consulta sobre reforma política ela não pode ser exaustiva no sentido de que tenha muitas questões", disse. "Nós não vamos dar sugestão de pergunta porque não somos nós que vamos fazer as perguntas", completou. "Está claro na Constituição: quem convoca, quem tem poder convocatório é o Congresso Nacional, Câmara e Senado, por isso eu insisti na palavra: é uma sugestão." A presidente convocou hoje reunião ministerial após semanas de manifestações populares no país. É a terceira reunião ministerial que Dilma convoca desde o início do seu mandato. Outras aconteceram em 2011 e 2012, sempre no início do ano, geralmente para dar diretrizes sobre o ano. Estavam ausentes hoje os ministros Antônio Patriota (Relações Exteriores) e Marta Suplicy (Cultura), que estão em viagem ao exterior. Além dos 37 ministros, estão presentes também os líderes do governo na Câmara, no Senado e no Congresso. Para reagir à queda em sua popularidade, Dilma definiu no fim de semana que vai priorizar a aprovação da proposta de plebiscito sobre reforma política como uma das "portas de saída" para a atual crise. Dilma e seus ministros começaram ontem a redigir a mensagem propondo a consulta que deve ser enviada ao Congresso nesta semana. A equipe de Dilma classifica como dado "mais preocupante" o fato de a crise atual ter atingido o governo num momento já de queda na aprovação por causa do desempenho da economia. Segundo a reportagem apurou, isso aumentou a pressão interna por ajuste econômico --inclusive com troca de nomes na área e não só na articulação política do governo.  

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