Política

PSOL que levar projeto da "cura gay" para votação em plenário

Da Redação ·

Por Raul Montenegro SÃO PAULO, SP, 27 de junho (Folhapress) - O líder do PSOL na Câmara, deputado Ivan Valente (SP), vai apresentar na reunião de líderes da semana que vem requerimento de urgência para que o projeto apelidado de "cura gay" seja votado no plenário da Casa. Segundo o partido, o objetivo de Valente é que o projeto --que permite que psicólogos promovam tratamento com o objetivo de curar a homossexualidade-- seja rejeitado pelos congressistas, "como pedem as milhares de pessoas que lotam as ruas do Brasil". A proposta foi aprovada pela Comissão de Direitos Humanos --presidida pelo deputado Marco Feliciano (PSC-SP)-- em meio à onda de protestos que sacudiu o Brasil nas últimas semanas. Em condições normais, o projeto da "cura gay" ainda precisaria passar por duas comissões (a de Seguridade Social e a de Constituição e Justiça) antes de ir a plenário. O que o PSOL quer agora, no entanto, é pular essas etapas e levar o caso diretamente à votação pela Câmara. Trâmite O pedido para que a votação imediata aconteça precisará ser aprovado pela maior parte da Casa ou por líderes que representem essa maioria. Segundo Valente, o número mínimo de assinaturas já foi coletado --entre as lideranças partidárias que assinaram estão as do PT, PSDB, DEM, PSD, PDT, PSB e PC do B, além do PSOL. De acordo com ele, PV e PPS também devem apoiar o requerimento. Aprovada a requisição, o projeto da "cura gay" poderá ser votado diretamente pelo plenário, o que Valente acredita que deve acontecer rapidamente porque o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), "está com disposição de pautar". Ontem, em conversa com representantes de movimentos que tomam as ruas do país, Alves se comprometeu a trabalhar para "enterrar" o projeto. Para Valente, a proposta deve ser rejeitada no plenário da Câmara porque "há uma rejeição de toda a sociedade pela lógica homofóbica do projeto". De acordo com o deputado, agora que a questão ganhou as ruas, "é hora de se avançar em certas questões dos direitos humanos e civis". "A intolerância não passará", finalizou.  

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