Política

Ministro defende financiamento público para campanha

Da Redação ·
Ministro defende financiamento público para campanha (Agência Brasil)
Ministro defende financiamento público para campanha (Agência Brasil)

BRASÍLIA, DF, 27 de junho (Folhapress) - O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) defendeu hoje (27) o financiamento público para campanhas eleitorais.

Tradicional bandeira petista, a consulta sobre a forma de financiamento de campanhas políticas será uma das questões levadas ao Congresso pelo governo para constar do plebiscito. O Planalto corre contra o tempo para viabilizar a consulta já em agosto.

A Folha de S.Paulo mostrou na edição de hoje que a presidente Dilma Rousseff encaminhará na segunda-feira ao Congresso mensagem sugerindo a convocação de plebiscito sobre reforma política, na qual listará as perguntas que, em sua opinião, devem ser feitas aos eleitores.

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"Se a gente quer acabar com a corrupção, temos que ter uma resposta clara. Não pode, não pode ter financiamento empresarial de campanha, porque aí nasce a corrupção, nós sabemos disso. Qualquer pessoa que vive a política sabe disso", disse o ministro.

"Nós temos que ir para um financiamento público de campanha, modesto, com muita fiscalização, ou no máximo um financiamento combinado público com o financiamento de pessoa física, e dentro de um limite. Se não tivermos coragem de mudar isso, não adianta, é hipocrisia a gente criticar a corrupção", completou.

Questionado se acha que a população tem condições de absorver a quantidade de informações que serão levantadas por conta do plebiscito, disse: "Eu acho que, se tomarmos providências de um amplo processo de esclarecimento, de informação muito intenso, aberto e livre, eu acho que está [preparada a população]. Acho que suspeitar do despreparo da população seria um erro, o mesmo erro de quem desconsideraria a capacidade da mobilização nas ruas".

Lula

Carvalho disse também que o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva tem atuado para ouvir movimentos sociais -papel esse que a presidente Dilma Rousseff assumiu com mais ênfase nesta semana.

"O presidente Lula fez uma reunião com os jovens, que eu soube que foi muito interessante. Eu acho que é natural que os partidos procurem nesse momento articular as suas bases, as suas militâncias para fazer esse debate, fazer essa disputa que está dada na sociedade. Acho legítimo, natural e prudente que se faça isso, assim como outras forças também o farão", disse.

Em meio às manifestações, o ex-presidente tem se mantido em silêncio, mesmo nos bastidores, sobre uma reação do PT para mobilização.

"Nós temos muito a consciência tranquila de que nós mudamos o Brasil. Ninguém está pedindo pão, ninguém está pedindo emprego no Brasil", disse Carvalho, que tem afirmado que as mobilizações populares foram impulsionadas por um sentimento de melhoria das condições de vida proporcionada pelos governos petistas.