Política

Câmara rejeita nova regra de repasse de verba para estados

Da Redação ·
O presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), afirmou que o Congresso tem o dever de encontrar uma solução para evitar que os repasses sejam suspensos (Crédito da foto: Agências)
O presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), afirmou que o Congresso tem o dever de encontrar uma solução para evitar que os repasses sejam suspensos (Crédito da foto: Agências)

A Câmara dos Deputados rejeitou nesta quarta-feira (12) projeto de lei que revisava as atuais regras de repasse do Fundo de Participação dos Estados (FPE). A proposta precisava de ao menos 257 votos favoráveis, mas obteve apenas 218. Outros 101 deputados votaram contra a matéria e dois se abstiveram.

Com isso, o texto encaminhado pelo Senado foi arquivado e deixa de haver regra de repasse da União aos estados a partir do mês que vem.

continua após publicidade
confira também


O que é o FPE
O Fundo de Participação dos Estados (FPE) é formado por 21,5% da arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados. Hoje, a distribuição é feita conforme a renda per capita de cada estado, em benefício dos mais pobres. Estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste ficam com 85% e os das regiões Sul e Sudeste com 15%, com percentuais fixos para cada estado. Só em 2012, foram distribuídos R$ 49,5 bilhões.

Em 2010, o Supremo Tribunal Federal considerou o atual critério de repasse desatualizado e estipulou que nova regra deveria ser aprovada até o fim do ano passado. Como o Congresso não aprovou nova regra, foi dado mais um prazo, até 23 de junho, para uma nova lei sobre o rateio.

O texto rejeitado pelos deputados já havia sido aprovado pelos senadores, mas na Câmara não houve apoio suficiente. O projeto mantinha até 2015 as atuais regras de repasse, deixando para 2016 a aplicação de uma nova fórmula (leia abaixo). No STF, os ministros rejeitaram a atual fórmula de repasse por levar em conta dados demográficos antigos, de 1989, quando o fundo foi criado.

Com a derrubada da proposta, um novo projeto de lei precisaria ser apresentado com a assinatura de 257 deputados ou 41 senadores. Se nada for aprovado até o dia 23, quando acaba o prazo concedido pelo Supremo, em tese, a União não teria como fazer os repasses aos estados.
No início deste ano, quando também havia vencido prazo anteriormente dado pelo Supremo, o governo adotou entendimento do Tribunal de Contas da União para manter os repasses e não deixar os estados sem recursos.

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), afirmou que o Congresso tem o dever de encontrar uma solução, para evitar que os repasses sejam suspensos. “Vai ter que ser encontrada uma alternativa. Isso não pode acontecer. Vamos reunir os líderes, o governo, acho que é dever do Congresso encontrar uma alternativa.


As informasções contam em matéria dos jornalistas Fabiano Costa e Nathalia Passarinho , do G1 em Brasília