Vereadora vê morosidade administrativa em Arapongas

A inexperiência política da atual administração de Arapongas não tem conseguido tirar do papel projetos e trazer recursos para a cidade. A crítica foi feita na última segunda-feira pela vereadora da oposição Angélica Ferreira (PSC). Para ela, a falta de preparo da nova equipe tem deixado todo o processo moroso, o que estaria atrasando a elaboração de projetos que possam resultar na liberação de verbas para realização de investimentos importantes para o Município, como o caso da Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
“Neste caso, a administração diz que as obras estão com problemas e que precisam de reparos. No entanto, não notifica a construtora para corrigir as falhas. Também não abre licitação para compra de mobiliário e nem faz a contratação de pessoal. Ou seja, faz críticas, mas não faz nada para mudar a situação”, afirma.
A vereadora afirma também que a atual gestão não tem projetos formados e, com isso, tem perdido vários recursos que poderiam ser aplicados em obras que beneficiariam toda a cidade. “A nova equipe municipal tomou posse há seis meses e tem priorizado apenas ações de urgência”, afirma. Ela ressalta ainda que os próprios vereadores, inclusive da oposição, têm demonstrado boa vontade com a atual administração, aprovando todas as propostas encaminhadas pelo Executivo. “Até alguns vereadores da situação estão demonstrando insatisfação com o Poder Executivo por conta da morosidade”, assinala.
Apesar da dificuldade de elaborar projetos importantes para a cidade, ela diz que a oposição espera que a nova administração ultrapasse a barreira da inexperiência, para que Arapongas volte a avançar em todos os setores que precisam de ações imediatas que possam atender à população em todos os sentidos. “Outro exemplo da morosidade que tem prejudicado a população são as cirurgias eletivas que não acontecem há mais de seis meses”, ressalta.
EM DISCUSSÃO - A sessão da Câmara de Arapongas, realizada segunda-feira à noite, não apresentou temas polêmicos. O assunto que mais gerou pronunciamentos foi o pedido dos corretores de veículos que ficavam no terminal urbano e tiveram que deixar o local com o início da operação do embarque e desembarque de passageiros do transporte coletivo. Com o serviço implantado no local, eles ficaram sem um espaço próprio e, como alternativa, passaram a manter ponto de venda no pátio de lanche da estação ferroviária.
A ocupação passou a gerar críticas por parte dos comerciários, que também utilizavam o espaço para deixar motos e veículos, para não pagar o estacionamento rotativo Pássaro Branco. De acordo com o vereador Valdeir José Pereira (PPS), os funcionários das lojas não têm um local para estacionamento e os gastos com o rotativo seriam muito altos. “É preciso que o Município busque uma alternativa para atender tanto comerciários quanto corretores. Eles são trabalhadores e precisam de uma solução que não traga prejuízos”, cobrou.
