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Pesquisa indica Dilma com 52,8% das intenções de voto

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Pesquisa indica Dilma com 52,8% das intenções de voto
Autor Foto: Crédito: newsrondonia.com.br -

BRASÍLIA, DF, 11 de junho (Folhapress) - Uma nova pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República, realizada pelo instituto MDA Pesquisa, por encomenda da CNT (Confederação Nacional do Transporte), aponta que a presidente Dilma Rousseff tem 52,8% da preferência dos eleitores.

Aécio Neves (PSDB), principal candidato da oposição, aparece em segundo lugar, com 17% das intenções de voto, Marina Silva (Rede) surge com 12,5%. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), foi citado por 3,7% dos entrevistados.

Em julho de 2012, Dilma tinha 59% das intenções de voto. Aécio aparecia com 14,8% e Eduardo Campos, 6,5%. Marina não aparecia na pesquisa anterior.

A pesquisa reforça tendência apontada pelo Datafolha divulgado no último domingo (9), que apontou que, no mesmo cenário, Dilma teria 51% das intenções de voto, uma queda de sete pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, de março.

O levantamento da CNT também mediu o grau de desconhecimento dos eleitores em relação aos candidatos, o que pode indicar potenciais de crescimento de candidaturas pouco conhecidas.

Em relação a Eduardo Campos, por exemplo, 54,6% disseram que não o conhecem ou nunca ouviram falar no governador. Aécio Neves também ainda possui alto índice de desconhecimento, com 27,1%.

Quando se isola apenas os entrevistados que dizem conhecer todos os pré-candidatos, o prognóstico passa a ser mais disputado: Dilma aparece com 44,1% das intenções de voto, enquanto Aécio surge com 22,8%.

Avaliação do governo

A pesquisa mostra, também, que a avaliação positiva do governo, ou seja, a soma de "ótimo" e "bom" é de 54,2%. O índice representa uma leve queda em relação aos 56,6% registrados na última pesquisa, de julho de 2012. Ao mesmo tempo, a avaliação negativa ("ruim" ou "péssimo") subiu de 7% para 9%.

Como a margem de erro das pesquisas encomendadas pela CNT é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, a variação na avaliação do governo se deu dentro dessa margem.

A avaliação pessoal da presidente Dilma acompanhou a mesma variação. Enquanto em julho de 2012, 75,7% consideravam seu "desempenho pessoal" ótimo ou bom, agora esse índice é de 73,7%. Já os que acham o desempenho de Dilma ruim ou péssimo subiu de 17,3% para 20,4%.

A pesquisa também aponta uma queda no número de brasileiros que acham que o governo Dilma está sendo melhor que o do antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva. Enquanto em julho de 2012, 15,9% pensavam isso, agora esse índice é de 12%. A maioria (57,1%) acha que os dois governos são iguais.

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Pessimismo

Outro dado apontado pela pesquisa é um crescimento do pessimismo do brasileiro em relação ao futuro próximo. Perguntados sobre a expectativa da situação do emprego, da renda, da saúde, da educação e da segurança pública para os próximos seis meses, em todos os casos houve um aumento na avaliação de que essas áreas irão piorar.

Em relação ao emprego, 11,5% acham que vai piorar nos próximos seis meses (na última pesquisa, eram 9,6%). Da mesma forma, os que acham que o emprego vai melhorar somam 39,6% contra 54,1% apontado em julho de 2012. Sobre a renda mensal, 8,5% acham que ela diminuirá nos próximos seis meses, contra 5,1% na pesquisa anterior. Não foram feitas perguntas relativas à expectativa sobre a inflação.

O maior pessimismo apontado pela pesquisa está na saúde, área em que 25,7% dos entrevistados disseram que irá piorar nos próximos seis meses. Em julho passado, 14,3% pensavam assim.

A pesquisa também mostra que 44,3% dos entrevistados disseram ainda não ter percebido diminuição no valor da conta de energia elétrica, uma das medidas de maior apelo popular tomadas pela presidente Dilma Rousseff.

O levantamento CNT/MDA foi realizado entre os dias 1º e 5 de junho, com 2.010 entrevistados em 134 municípios.

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