Política

Cúpula nacional do PT volta a conversar com Osmar Dias

Da Redação ·
 PDT exige que Gleisi seja vice-governadora e Osmar governador
fonte: Google Imagens
PDT exige que Gleisi seja vice-governadora e Osmar governador

O PT vai retomar, na próxima semana, as negociações com o PDT para formação de aliança no Paraná para disputa das eleições de outubro. O emissário petista será o presidente nacional da legenda, José Eduardo Dutra, que irá procurar o ministro do Trabalho, Carlos Lupi (presidente licenciado do diretório nacional do PDT).
 

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A decisão de buscar a reaproximação com pedetistas foi tomada na noite da última terça-feira em Brasília, quando estiveram reunidos os ministros Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Paulo Bernardo (Planejamento), o deputado federal André Vargas, o presidente do PT/PR Ênio Verri e o próprio Dutra.
 

As tratativas entre os dois partidos foram paralisadas nos últimos dias, por conta da resistência petista em atender a exigência do PDT para que Gleisi Hoffmann seja candidata a vice-governadora na chapa encabeçada pelo senador Osmar Dias (PDT).
Embora os caciques petistas não confirmem, especula-se que a reunião de terça-feira tenha sido convocada de emergência, depois que uma pesquisa – encomendada para consumo interno – revelou que Gleisi não se elegeria senadora, caso Dias desistisse de disputar o Palácio das Araucárias e concorresse a reeleição. Os números apontariam o favoritismo do pedetista e do ex-governador Roberto Requião (PMDB).
 

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André Vargas, embora garanta que o PT não desistiu de lançar Gleisi ao Senado, já admite reavaliar a situação. “A direção nacional vai procurar de novo o PDT. Precisamos saber se a negociação ainda está de pé. Da nossa parte, continuamos achando que para o Osmar é melhor que a Gleisi seja candidata ao Senado. Poderíamos reavaliar esta decisão se o Requião viesse para a aliança”, afirma Vargas.
Dilma — Sem maiores explicações, o diretório estadual do PT distribuiu nota ontem informando que estava cancelada a visita que a presidenciável do partida, Dilma Roussef, faria a Curitiba amanhã. A nota limitava-se a dizer que “por motivos alheios a sua vontade, Dilma não poderá cumprir a agenda no Paraná”.
 

O deputado André Vargas disse que o cancelamento foi motivado por um compromisso que a candidata tem no período da noite em Brasília ainda na sexta-feira.
 

Porém, informações de bastidores dão conta de que a visita teria sido cancelada justamente para não prejudicar a retomada das negociações com o PDT. A agenda de Dilma em Curitiba não incluía nenhum encontro com os partidários do senador Osmar Dias. Na capital paranaense, a ex-ministra almoçaria com o governador Orlando Pessuti (PMDB), faria uma visita a instituição de caridade, conversaria com empresários na Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) e jantaria com simpatizantes, por adesão, em Santa Felicidade.