Política

Pessuti participa de solenidade do Dia de Tiradentes

Da Redação ·
 Governador Orlando Pessuti
fonte: Arquivo
Governador Orlando Pessuti

O governador Orlando Pessuti participou nesta quarta-feira (21) de solenidade realizada pelas polícias Civil e Militar do Paraná em homenagem a Tiradentes, patrono das corporações. No evento, realizado na Praça Tiradentes, Centro de Curitiba, o governador depositou uma coroa de flores aos pés da estátua do Mártir da Independência pelo governador. Alunos do Colégio da Polícia Militar do Paraná e cadetes da Academia Policial Militar do Guatupê desfilaram na solenidade.

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Pessuti esteve acompanhado pelo Secretário da Segurança Pública, coronel Aramis Linhares Serpa, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Luiz Rodrigo Larson Carstens, o delegado-geral da Polícia Civil, Jorge Azôr Pinto, e o coronel da Aeronáutica Leônidas de Araújo Medeiros Júnior.

Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, é lembrado com orgulho no dia 21 de abril em todo o País. Para as polícias, ele é uma referência de postura. “A independência buscada por Tiradentes deve ser construída por nós todos diariamente, em diferentes áreas como economia, democracia, habitação, saneamento, transporte, segurança, saúde e educação”, disse o governador.

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Pessuti ressaltou a importância do trabalho da Segurança Pública e lembrou os investimentos feitos pelo Governo do Paraná na área desde 2003. “Além da maior presença policial nas ruas, entregaremos nos próximos dias mais viaturas para as corporações. Também estamos discutindo a criação de novos batalhões da Polícia Militar para Curitiba e Francisco Beltrão e contrataremos mais policiais, para trazer mais tranquilidade aos paranaenses”, falou. “A polícia também terá um helicóptero para apoio em suas operações.”

“Tiradentes lutou por uma independência que só viria depois de sua morte. Por isso, representa um ideal de lutas e, principalmente, de conquistas e vitórias. Ele lutou pela liberdade do País”, afirmou o secretário da Segurança Pública. Ele lembrou que uma pesquisa de abrangência nacional aponta que as polícias do Paraná estão entre as mais eficientes.

“São índices federais que levam em conta não só o trabalho da polícia em si, mas tudo o que se relaciona com a área, como população, modo de vida, condições de saúde. Trata-se de uma série de fatores de responsabilidade de vários setores da sociedade e do governo que influenciam na segurança pública”, explicou Serpa.

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“De certa forma, a sociedade vê o Dia de Tiradentes apenas como um feriado. Deveríamos ter uma participação cívica muito maior, pois é um dia importante para a formação da sociedade”, falou o comandante-geral da PM. “Manter o culto a Tiradentes é sustentar a tradição e não perder os ensinamentos de que não devemos nos curvar diante das injustiças, nem desistir de uma causa”, disse Carstens. “Por isso, todos os anos nos reunimos, nos quartéis, para prestamos essa homenagem a um homem que deu a vida em prol de uma sociedade mais justa.”

“Hoje, no Paraná, 16,7 mil policiais e bombeiros militares se esforçam diariamente para manter os princípios de ordem e liberdade, como fez Tiradentes”, enfatizou o comandante-geral da PM. “Além disso, estamos na fase final do concurso que vai contratar mais 1,1 mil policiais militares e 400 bombeiros, e temos tramitando pedido para autorizar a contratação de mais 500 homens aproveitando-se o mesmo teste de seleção.”

“Valores que estavam perdidos, como o patriotismo e o civismo, são resgatados em eventos como este. Para os policiais, o Dia de Tiradentes é uma data extremamente importante e comemorada”, afirmou o delegado-geral da Polícia Civil.

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BOM PÚBLICO – A dona-de-casa Maria Neusa Rosas, 59 anos, era uma das dezenas de pessoas que acompanhou a solenidade. Ela contou que não perde nenhuma cerimônia realizada na Praça Tiradentes. “Tiradentes foi morto por brigar pelo Brasil. Símbolos como ele deveriam ser mais valorizados, mas só vemos manifestações de civismo em época de Copa do Mundo”, falou.

Tiradentes foi alferes, um oficial subalterno, da Polícia Militar de Minas Gerais. Sua capacidade de organização e liderança fez com que fosse escolhido para liderar a Inconfidência Mineira, grupo integrado que tinha como principal objetivo a Independência do Brasil.

“Ele recebeu este apelido por exercer também o ofício de dentista. Foi precursor da independência e, quando a inconfidência foi descoberta, se entregou em favor do grupo, confessou seus interesses. Por isso, há uma grande identidade dos policiais com ele”, explicou Carstens. Os integrantes da Inconfidência sonhavam em fundar universidades e escolas e com um País com menos desigualdades sociais.

Tiradentes e seu grupo de inconfidentes foram delatados e julgados, mas alguns aristocratas ganharam penas mais leves. Já Tiradentes, de origem humilde, foi condenado à forca e executado em 21 de abril de 1792.

Para o secretário da Segurança Pública, os policiais têm muito em comum com seu patrono. “A maioria de nós tem origem em famílias humildes, e luta com honestidade e retidão de caráter contra as dificuldades”, afirmou. “A cada restabelecimento da paz, cidadão atendido, vida salva, crime prevenido, refém liberado, criança conduzida, vem a certeza de que a árvore da liberdade de Tiradentes cresceu mais um pouco.” ï»Arquivo anexado: