Política

Garotinho diz que quer ser convocado para falar sobre MP dos Portos

Da Redação ·





BRASÍLIA, DF, 13 de maio (Folhapress) - O líder do PR na Câmara, Anthony Garotinho (RJ), voltou a desafiar os colegas a levá-lo ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados para revelar o que sabe sobre as negociações da medida provisória que regulamenta o setor de portos.

"Eu não retiro uma palavra. Tenho coisas mais interessantes a dizer. Quero ver quem vai me convocar", afirmou. "Se eu estou pedindo para que os deputados me convoquem, não é para dizer bobagens."

O deputado chamou novamente a medida de "MP dos Porcos".

Na semana passada, Garotinho protagonizou um embate com o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), inviabilizando a votação da matéria.

Ele classificou uma emenda apresentada pelo peemedebista de "tio patinhas" por atender a interesses econômicos, como do empresário Daniel Dantas.

Segundo o líder do PR, as modificações na matéria estavam sendo negociadas de forma nada republicana.

Cunha dever discutir amanhã com o comando do PMDB se vai pedir que o Conselho de Ética investigue o colega por quebra de decoro parlamentar. A ideia do peemedebista é que outros partidos também o representem no órgão.

No início da sessão que discute a medida provisória, o líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP), disse que não se sente confortável em votar o texto sem uma explicação de Garotinho sobre o episódio.

Validade

Para não perder a validade, a MP precisa ser aprovada pelo Congresso até a próxima quinta-feira (16). O texto ainda está em discussão na Câmara e, mesmo sem acordo, o Planalto pressiona aliados para que seja votado ainda hoje. Caso aprovado, ainda precisa passar pelo Senado.

A dificuldade encontrada para aprovar a reforma dos portos no Congresso faz o governo trabalhar num plano alternativo, com mudanças em decretos e portarias para criar novas regras do setor.

A ideia é promover as alterações mais importantes da medida provisória em discussão no Congresso modificando atos administrativos que regulamentaram a Lei de Portos, aprovada em 1993.
 

continua após publicidade