Política

PSDB define estratégia para viagens de Serra

Da Redação ·

O roteiro de viagens do candidato tucano a presidente, José Serra, vai obedecer ao critério geral de priorizar os Estados onde a aliança está acertada somada com uma tática de campanha: seguir o rastro dos tropeços da adversária petista, Dilma Rousseff, apressando a visita aos locais onde a passagem dela foi considerada um "desastre político", na avaliação dos tucanos.
 

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"Vamos aos locais onde os palanques estão resolvidos, exatamente para não incorrer no mesmo erro da Dilma", explicou o senador Cícero Lucena (PSDB-PB), referindo-se às recentes viagens da candidata a Minas Gerais e ao Ceará, que lhe renderam problemas com aliados do PT, PMDB e PSB. Escalado para participar da coordenação nacional da campanha tucana, o senador diz que, dentro desse critério, a tática é "criar o contraponto com a visita de Serra", em clima de harmonia com os aliados.
 

Tudo isto foi discutido hoje em Brasília, em reunião da cúpula nacional do PSDB com o coordenador operacional da campanha e presidente do PSDB paulistano, José Henrique Reis Lobo. Sob o comando do presidente do partido, senador Sérgio Guerra, eles fizeram o esboço da proposta de agenda de viagens que será apresentada a Serra no início da próxima semana.
 

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O roteiro vai começar por Minas Gerais, onde o ex-governador Aécio Neves reunirá empresários, líderes políticos e pelo menos duas centenas de prefeitos para ouvir o candidato, dando a largada oficial da pré-campanha. Também estão programadas visitas a Sergipe, ao Pará, a Goiás, a Santa Catarina e a Paraíba, além da capital cearense, por onde Dilma já passou.
 

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) já está organizando a programação para o candidato com lideranças políticas locais que o tucanato tentará mobilizar para quebrar o favoritismo de Dilma Rousseff na região. "O Ceará tem 180 municípios e eu acho que ponho de 80 a 90 prefeitos com Serra, só para início de conversa", diz Tasso.
 

Velho aliado do PSB do governador Cid Gomes e do pré-candidato a presidente Ciro Gomes no Ceará, Tasso resolveu se antecipar e trabalhar por Serra, independentemente da decisão dos socialistas de manter ou não a candidatura. "Não podemos esperar de braços cruzados", justificou.
 

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Também foi aprovado o formato das visitas curtas para que Serra possa estabelecer contato direto com populares e representantes da sociedade civil. No geral, a ordem é fugir das reuniões fechadas, em que o candidato acaba falando apenas para políticos aliados. É por isto que na visita programada para esta sexta-feira, na capital alagoana, o governador Teotônio Vilela (PSDB) programou uma visita ao shopping Pátio Maceió. Tudo para que Serra pudesse almoçar entre populares, na praça de alimentação.
 

Além das viagens, a reunião de hoje definiu o organograma da campanha. A senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) vai coordenar a agenda de Serra Brasil afora. São Paulo e Rio de Janeiro terão coordenações específicas, por serem grandes colégios eleitorais. O restante do País foi dividido em oito micro-regiões, para as quais também serão escalados coordenadores de campanha. Cícero Lucena, por exemplo, será responsável por quatro Estados nordestinos (RN, PB, PE e AL).