Política

Vereador não abre mão de presidir o MD em Apucarana

Da Redação ·
Se eu não for o comandante do MD em Apucarana, vou procurar outro partido” Gilberto Lima, presidente do PMN
fonte: Delair Garcia, da Tribuna do Norte
Se eu não for o comandante do MD em Apucarana, vou procurar outro partido” Gilberto Lima, presidente do PMN

O vereador Gilberto Cordeiro de Lima garantiu ontem que ele é quem deverá comandar o partido Mobilização Democrática (MD), recém criado com a fusão do PMN com o PPS. “Se isto não acontecer, eu vou procurar outro partido”, disse ele, que até então era o presidente do Diretório Municipal do PMN.

No último domingo houve uma reunião em Maringá com dirigentes de todos os diretórios do PMN no Paraná sob o comando do deputado estadual Dr. Batista, inclusive com a presença do secretário estadual de Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros.

De acordo com Lima, o que ficou decidido é que o comando do MD nos municípios ficará com aquele partido que tiver mandato eletivo, seja através de vereador ou prefeito. No caso de Apucarana, quem tem mandato é o PMN, por intermédio do próprio Gilberto Cordeiro, que é vereador. O PMN tem em torno de 400 filiados no município. O MD terá como número o 33, que era do PMN.

O presidente do PPS em Apucarana, Mirynho Moisés, disse ontem que não existe nada definido sobre quem será o dirigente do MD na cidade. “Pelo que eu sei, não há nada de oficial”, declara Mirynho, que foi candidato a vice-prefeito na eleição do ano passado, na chapa do prefeito João Carlos de Oliveira (PMDB). Em Apucarana, o PPS tem 180 filiados.
Em nível estadual, também não há definição sobre quem será o presidente do MD. A direção deve ficar entre o deputado federal Rubens Bueno, que era do PPS, ou o deputado Dr. Batista, que era do PMN.

CASUÍSMO
O plenário da Câmara dos Deputados vota nesta terça-feira destaque do líder da Mobilização Democrática (MD), deputado federal Rubens Bueno (PR), para que o projeto que dificulta a fusão e criação de novos partidos só passe a valer a partir de fevereiro de 2015. A proposta do MD, segundo Bueno, tem como objetivo evitar que o governo da presidente Dilma Rousseff se utilize de um “casuísmo golpista” para impedir as articulações de oposição para disputa pelo Planalto 2014.

“Não somos contra a criação de regras. Mas elas não podem ser usadas pelo governo na tentativa de aniquilar, fora do campo, seus adversários”, declara. “Se o PSD, aliado do governo, conquistou o direito de somar tempo de televisão e fundo partidário com os deputados que atraiu para a legenda, por que impedir, agora, que a oposição faça o mesmo?”, questiona o deputado. “Estão com medo de uma disputa limpa?”, desafia.

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