Política

Mercadante diz que sua candidatura em SP depende de Dilma

Da Redação ·

Por Daniel Roncaglia SÃO PAULO, SP, 8 de abril (Folhapress) - O ministro Aloizio Mercadante (Educação) afirmou hoje que a decisão de deixar o governo federal para disputar a eleição estadual de 2014 dependerá do que for o melhor para a presidente Dilma Rousseff, que deve ser candidata à reeleição. "Como exerço uma função de confiança, a presidente Dilma terá um papel decisivo. O que for melhor para ela será o melhor para mim", afirmou o ministro. Na cúpula petista, o ministro tem hoje a preferência para ser o candidato. Na semana passada, Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversaram sobre o cenário no Estado. Em conversas reservadas, Lula tem dito que Mercadante será o candidato do PT se quiser. Em 2010, o ministro abriu mão de uma eleição considerada certa para o Senado para concorrer ao governo estadual e perdeu para Geraldo Alckmin. De acordo com Mercadante, o candidato petista deve sair ainda neste semestre. "O PT tem excelentes nomes para São Paulo. Vou ajudar a construir a unidade do partido em cima de uma proposta. Até o final do semestre, o PT vai chegar a um nome." Se o ministro não quiser concorrer, o nome mais forte seria o do ministro Alexandre Padilha (Saúde), que conta com a simpatia de Lula. Mercadante ainda disse que está bem no ministério. "Estou motivado em ser ministro da Educação. É o ministério mais estratégico do país. A presidenta Dilma também dá muita força." O ministro evitou apontar se a opinião de Dilma terá mais força do que a de Lula na escolha do candidato. "Entre o Lula e a Dilma, se você conseguir separar onde termina um e começa o outro, então você me explique. O povo sabe que é um projeto só." Sobre a possível candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), à Presidência, Mercadante afirmou que o PT respeita seus aliados. "Se alguém quiser trilhar um caminho próprio é um direito democrático, e nós vamos fazer uma disputa democrática. Espero que nós estejamos juntos no segundo turno."  

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