Política

Operação investiga extração ilegal de madeira em reserva no Maranhão

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 4 de abril (Folhapress) - A Polícia Federal deflagrou ontem a operação Dríade, que investiga extração ilegal de madeira na região da Reserva Biológica do Gurupi, em Carutapera (oeste do Maranhão). A madeira era comercializada no exterior, segundo a PF.

De acordo a PF, a madeira era retirada ilegalmente da reserva ecológica e levada para áreas em que grupos empresariais possuíam autorização para corte e manuseio do produto.

A madeira era "esquentada" com guias de transporte e documentos expedidos pelas autoridades ambientais, informou a PF.

Durante a operação foram realizados 29 mandados de busca e apreensão nas cidades de Paragominas, Dom Eliseu, Tomé-Açu e Pacajá, todas no Pará. Foram necessários 90 policiais.

Uma equipe do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais) apoiou a operação.

A intenção da PF é colher mais informações sobre a participação de cada uma das pessoas físicas e jurídicas envolvidas.

Segundo a PF, em uma única fiscalização ambiental, o grupo foi autuado pela devastação, na reserva biológica, de área equivalente a 2.600 campos de futebol. Até o momento, as investigações apontam danos de cerca de R$ 50 milhões pela extração da madeira.

A PF não informou o nome dos envolvidos ou dos grupos empresariais que atuavam na exploração ilegal da madeira.

O nome da operação é inspirado na mitologia grega. Dríade faz referência à divindade que cuida das árvores e amedronta aqueles que atacam as florestas.
 

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