Política

César Borges diz que PR nunca deixou base de Dilma

Da Redação ·





Por Fernanda Odilla

BRASÍLIA, DF, 3 de abril (Folhapress) - Logo depois de tomar posse na manhã de hoje, o novo ministro dos Transportes, César Borges, disse que o PR nunca deixou a base de Dilma Rousseff. Ele afirmou ainda que está no caminho para subir no palanque da presidente nas eleições de 2014.

"A direção nacional tem um caminho claro de estar com a presidente Dilma", disse, ponderando que nos Estados não há como forçar o PR a apoiar os candidatos da presidente. "Cada Estado é uma história. Você não impõe aos partidos camisa de força", afirmou.

Apesar disso, Borges afirma que a escolha dele não foi político eleitoral. "Minha indicação vem num momento em que o partido pudesse novamente estar dentro do governo", afirmou.

Questionado se há constrangimento em assumir a pasta que Alfredo Nascimento, senador e presidente nacional do PR, deixou em 2011, após uma avalanche de denúncias de corrupção, Borges saiu em defesa do colega de partido: "Se você me apontar uma coisa que se provou contra Alfredo Nascimento. Tem algum processo? Algo que vá contra a gestão?". Para Borges, o colega de partido foi levado "pelo turbilhão".

Além de Nascimento, participaram da cerimônia de posse do novo ministro Mário Negromonte (PP-BA), que também deixou o Ministério das Cidades depois de denúncias de irregularidades, e Paulo Maluf (PP-SP).

Borges nunca foi o principal nome do partido para o Ministério dos Transportes, mas é uma escolha da presidente Dilma. Ela afirma, contudo, que vai tentar unificar e pacificar a legenda.

"O sol nasceu para todos. No momento que você tem a possibilidade de voltar ao governo, qualquer militante do partido tem uma natural aspiração. Só pode ser um. Essa escolha vai se afunilando. Cabe aquele nome fazer aglutinação", disse.

Passado carlista

Ex-governador da Bahia e ex-senador, Borges deixa o cargo de vice-presidente do Banco do Brasil para assumir o governo. Ele se define como carlista, amigo do já falecido Antônio Carlos Magalhães.

"Sempre disse, enquanto o senhor estiver vivo, estarei ao seu lado. E estive", disse. De fato, Borges trocou o PFL pelo PR em outubro de 2007, poucos meses depois da morte de ACM.

Sobre sua relação com o neto de ACM, atual prefeito de Salvador, Borges diz: "O ACM Neto não é Antonio Carlos". E lembra que já esteve ao lado do petista Jaques Wagner em 2010 e a dobradinha deve se repetir no próximo ano.

Trem bala

Borges assume com a missão de dar mais velocidade aos procedimentos no Ministério dos Transportes, que tem um orçamento total de R$ 10 bilhões. "A presidente Dilma tem ânsia por mais infraestrutura logística. O que ela quer é trabalho e mais trabalho."

Sobre o trem bala, Borges disse que é adepto a novas tecnologias. "Não podemos ter nenhuma restrição. É uma questão de economicidade. Devemos analisar, verificar se tem viabilidade técnica e econômica. Se tem, vamos executar."
 

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