Política

Nomeação de ministro não garante apoio eleitoral em 2014, diz PR

Da Redação ·





Por Fernanda Odilla

BRASÍLIA, DF, 2 de abril (Folhapress) - Integrantes do PR afirmam que a nomeação do baiano César Borges para o Ministério dos Transportes não garante o apoio incondicional do PR ao PT nas eleições de 2014.

Apesar de considerar a indicação como um importante gesto de Dilma Rousseff para manter o PR em seu palanque, os membros do partido afirmam que não existe compromisso em apoiar os candidatos da presidente nos Estados.

"A tendência é apoiar Dilma em nível nacional, mas não temos compromissos nos Estados. Cada um tem sua lógica e realidade", afirma o líder do PR na Câmara, Anthony Garotinho.

Na bancada, a avaliação é de que o apoio à reeleição da presidente seria um caminho natural. Mas o deputado Luciano Castro (PR-RR) afirma que o tema ainda não foi discutido pelo partido.

O nome de César Borges não era a primeira escolha do PR. Prevaleceu, contudo, a vontade de Dilma. "Havia sugestão de outros nomes como o meu e o do deputado Jaime Martins (MG). Cabe a nós respeitar a escolha da presidente. Houve uma opção política de ser alguém do Nordeste", afirma Luciano Castro.

O deputado Lincoln Portela (PR-MG) pondera que nenhum nome seria unânime dentro da legenda. "Fossem quem fosse, teria insatisfação", diz o deputado, lembrando que, como César Borges não tem mandato, ele pode permanecer nos Transporte num eventual segundo mandato de Dilma.

Apesar do nome de Borges não ser unânime, a decisão da presidente contempla o partido, que havia sido excluído da Esplanada na faxina ética promovida pela presidente em 2011. Ela reabilitou o grupo de Alfredo Nascimento, senador e presidente nacional do PR, que deixou a principal cadeira do Ministério dos Transportes depois de acusações de que havia um esquema de superfaturamento de obras na pasta.

Jantar

A cerimônia de posse está marcada para as 9h30 de amanhã no Palácio do Planalto. À noite, Garotinho promove um jantar do novo ministro com a bancada de 34 deputados e seis senadores na tentativa de aproximar Borges dos congressistas do PR.

Apesar de o novo ministro já ter sido senador, a avaliação de integrantes da própria bancada é de que ele não transita bem entre os deputados e senadores do partido. Borges deixou o PFL (atual DEM) e foi para o PR em 2007, depois da morte de Antonio Carlos Magalhães, de quem foi aliado na Bahia.

Com orçamento total autorizado de R$ 10 bilhões para 2013, o Ministério dos Transportes é uma pasta que tradicionalmente contabiliza muita emenda parlamentar para asfaltar e conservar rodovias.
 

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