Política

Conselheira mantém Demóstenes afastado do Ministério Público

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 26 de março (Folhapress) - A conselheira do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) Claudia Chagas decidiu hoje prorrogar por mais 60 dias o afastamento do senador cassado Demóstenes Torres (sem partido) de seu cargo de procurador no Ministério Público de Goiás. O ex-senador é investigado por sua relação com o empresário Carlinhos Cachoeira em processo que tramitava na Promotoria estadual. "A presença do requerido no MP-GO, exercendo as atribuições de procurador de Justiça, é inconveniente ao serviço e pode vir a colocar em dúvida a credibilidade da instituição perante a sociedade", afirma a conselheira. A decisão deve ser referendada pelo plenário do CNMP na próxima sessão, que acontecerá no dia 24 de abril. No dia 13 de março, o conselho já havia rejeitado todos os recursos apresentados pelo senador cassado. Após deixar o Senado, Demóstenes reassumiu o cargo de promotor de Justiça de Goiás. Caso o conselho considere que Demóstenes descumpriu suas obrigações funcionais como procurador, as sanções podem variar de reprimenda, suspensão até a aposentadoria compulsória. Em janeiro, o conselho resolveu juntar com o processo disciplinar a investigação aberta pelo Ministério Público de Goiás. Com a junção dos procedimentos, apenas o CNMP irá decidir sobre o futuro de Demóstenes. Pena de demissão A pena de demissão ainda precisa ser discutida entre os membros do CNMP. Isso porque Demóstenes entrou no Ministério Público em 1983. A partir da Constituição de 1988, todos os membros do Ministério Público tornaram-se vitalícios no cargo --o que impediria a demissão apenas por meio de processo administrativo. Ocorre que Demóstenes optou por seguir o modelo anterior a 1988, o que permitiu a ele concorrer a cargos públicos. O tema divide os membros do CNMP.  

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