Política

Dilma muda agenda ao lado de Campos para ir a missa no Rio

Da Redação ·

Por Andréia Sadi BRASÍLIA, DF, 22 de março (Folhapress) - A presidente Dilma Rousseff alterou parte de seus compromissos na segunda-feira e participará de missa em homenagem às vítimas dos deslizamentos em Petrópolis, região serrana do Rio. Com isso, a presidente encurta sua passagem por Pernambuco, ao lado do governador Eduardo Campos (PSB), e irá apenas a Serra Talhada para inaugurar obras. O convite para ir à missa, que está prevista para começar 17h, partiu do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). O Corpo de Bombeiros do Rio informou na manhã de hoje que já chega a 33 o número de mortos em Petrópolis. Na cidade, mais de 4.000 pessoas permanecem desabrigadas. Os temporais que castigaram a região provocaram vários alagamentos e deslizamentos de terra. O encontro de Dilma com Campos é aguardado com ansiedade no meio político. O cancelamento da visita marcada para fevereiro, justificado pelo dedo quebrado da presidente, gerou mal estar entre aliados do governador. Desde então, o governo de Pernambuco demonstrou seu desconforto ao deixar de especular sobre a visita presidencial ao Estado, informação muito demandada pela imprensa local. O Palácio do Campo das Princesas, sede do Executivo estadual, optou por deixar a divulgação do evento a cargo do Palácio do Planalto. Apesar de flertar com a unanimidade em Pernambuco e da grande influência política que exerce em alguns Estados nordestinos, Campos sabe o tamanho da aceitação que os programas sociais do governo petista têm na região, especialmente nas camadas mais pobres da população. No meio político, a grande expectativa gira em torno dos discursos de Dilma e Campos na próxima segunda. A fim de garantir a hegemonia petista no Nordeste, a presidente tem ressaltado as parcerias com lideranças regionais, desde governadores do PT e do PSB até figuras como ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB). Se celebrar a parceria com Campos, Dilma poderá colocar o pernambucano --que quer sua cadeira-- em situação desconfortável. Se mencioná-lo sem muito entusiasmo, pode dar uma marretada decisiva na já combalida aliança entre PT e PSB. Campos, se mantiver a postura que vem adotando, deve se ater a questões técnicas e administrativas, com agradecimento discreto ao papel do governo federal no crescimento apresentado por Pernambuco nos últimos anos.  

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