Política

Alves mantém pressão por saída de Feliciano de comissão

Da Redação ·
Alves mantém pressão por saída de Feliciano de comissão
fonte: Arquivo
Alves mantém pressão por saída de Feliciano de comissão

BRASÍLIA, DF, 21 de março (Folhapress) - O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), voltou hoje a pressionar por uma solução para o impasse criado na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. O deputado Marco Feliciano (PSC-SP), alvo da polêmica, nega que haja crise.

Feliciano, eleito no início do mês para o cargo, é acusado por movimentos sociais de ser homofóbico e racista. Eles pedem a renúncia do parlamentar do comando da comissão. Feliciano nega as acusações e diz que apenas defende posições comuns aos evangélicos, como ser contra a união civil homossexual.

"Posso assegurar que esta Casa vai tomar uma decisão a curtíssimo prazo porque a Comissão de Direitos Humanos, pela sua importância, não pode ficar neste impasse", disse Alves. "Do jeito que está, situação da Comissão de Direitos Humanos e Minorias se tornou insustentável."

Ontem, após mais um dia de protestos contra durante a reunião da comissão, o líder do PSC na Casa, André Moura (SE), e o vice-presidente do partido, pastor Everaldo Pereira (RJ), foram cobrados por Alves para que apresentassem uma alternativa até terça, antes da próxima reunião do grupo.

Publicamente, Alves pediu "uma solução respeitosa" para o caso, mas avalia, segundo a reportagem apurou, que a crise não deve terminar e pode contaminar outros setores. Por isso, o PSC deveria agir, na avaliação do presidente da Câmara, antes da próxima reunião da comissão.

Por enquanto, Feliciano nega que esteja pensando em renúncia.

Hoje, manteve compromissos como presidente da comissão. Encontrou-se, segundo sua assessoria, com o embaixador da Bolívia no Brasil, Jerjes Justiniano Talavera, para tratar do caso dos torcedores corintianos presos naquele país desde o mês passado.

Também mantém sua conta no Twitter ativa, por meio da qual circula abaixo-assinado para sua permanência na comissão e volta a endossar o discurso, enquadrado pelo próprio partido, de que há um processo de difamação por parte de organizações LGBT contra evangélicos.

Ele segue na parte da tarde para São Paulo, onde ficará com a família.
 

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