Política

Ideli diz esperar que a questão dos royalties seja resolvida logo

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 20 de março (Folhapress) - A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse hoje que o governo espera que o impasse sobre a nova divisão dos royalties do petróleo não seja demorado. As informações são da Agência Brasil. "É importante para nós que a judicialização dessa matéria não seja demorada. Esperamos que não se prolongue para que essa riqueza possa ser aplicada na educação", disse a ministra. Ideli voltou a defender a manutenção dos contratos dos poços já licitados e que os recursos oriundos dos novos contratos sejam destinados integralmente à educação. As declarações foram feitas durante o programa "Bom Dia, Ministro". "É salutar que tenhamos nos contratos a serem celebrados daqui para a frente uma divisão equilibrada dos royalties e que os recursos dessa riqueza possam ser destinados à educação". Na última ultima segunda-feira, em decisão liminar, a ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu os efeitos da lei dos royalties até o julgamento do mérito da ação impetrada pelo governo do Rio de Janeiro. Ontem, a ministra do STF afirmou que decidiu individualmente suspender a lei que estabelece nova distribuição dos royalties do petróleo porque a medida trazia risco financeiro para os Estados. Para a ministra, a questão era urgente. No tribunal, não é comum uma decisão provisória (liminar) concedida individualmente em ações que questionam a constitucionalidade de uma lei. Normalmente, o relator deixa para o plenário avaliar a necessidade de liminar. "Os royalties são distribuídos mensalmente. Então, na virada do mês eles [Estados] têm que saber qual é a regra que vale. Essa é a razão. A urgência qualificada era essa. Só isso", disse a ministra do STF. Cármen Lúcia reconheceu que o ideal era submeter o caso ao plenário, mas disse que não era possível esperar. "Nesses sete anos, numa única ocasião me aconteceu isso", disse. Relatora das quatro ações que pedem a derrubada da nova lei dos royalties, Cármen Lúcia afirmou que em abril deve submeter o caso ao plenário do STF. A maneira como a compensação dos royalties é calculada no país faria com que o novo modelo de rateio só entre em vigor, de fato, daqui dois meses. A nova divisão transfere recursos de Estados e municípios produtores para os que não produzem petróleo. Rio e Espírito Santo são os mais prejudicados porque, como produtores de petróleo, perdem receita se a distribuição dos royalties for feita de forma igualitária. Os royalties são um percentual do lucro obtido pelas empresas e pagos ao Estado como forma de compensação pelo uso de recurso natural. Pela regra atual, os grandes Estados produtores ficam com 26,25% dos royalties. Os não produtores recebem apenas 1,76%.  

continua após publicidade