Política

Justiça condena Sérgio Onofre à perda dos direitos políticos

Da Redação ·
Justiça condena Sérgio Onofre à perda dos direitos políticos
fonte: Arquivo
Justiça condena Sérgio Onofre à perda dos direitos políticos

A juíza da 61ª Zona Eleitoral da Comarca de Arapongas, Tatiane Garcia Silvério de Oliveira Claudino, condenou o ex-vereador e candidato a prefeito derrotado na eleição de 2012, Sérgio Onofre da Silva (PSD), à perda dos direitos políticos por oito anos e ao pagamento de uma multa de 10 mil UFIRs. Além dele, também foram condenados com a mesma punição o seu então candidato a vice-prefeito, médico Edgar Vidotti (PSC), o ex-candidato a vereador Leandro José da Costa (PSC), popular Abobrão, e sua esposa Carla Tatiane Domingos da Costa.

Eles são acusados de abuso de poder político durante a campanha eleitoral. Onofre e Vidotti concorreram pela coligação “Nova Arapongas”. A decisão da juíza de Arapongas foi publicada anteontem no Diário da Justiça do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE).


A Ação de Investigação Judicial Eleitoral contra Sérgio Onofre e outros foi movida pela coligação “Coragem Para Transformar”, pela qual o empresário Fortunado Coelho Graça Júnior (PR) foi candidato a prefeito e derrotado juntamente com Onofre pelo candidato padre Antônio José Beffa (PHS), da coligação “Pelo Bem de Arapongas”.

Os argumentos apresentados pela coligação e acatados pelo Ministério Público foram de que o ex-presidente da Câmara usou da sua influencia e abuso de poder político como vereador e presidente da Câmara durante a campanha eleitoral. Eles são acusados de terem feito reunião com diretora e servidores de um estabelecimento público de ensino com objetivos unicamente eleitoreiros.

O prefeito de Arapongas, Padre Beffa, segundo a decisão, será comunicado do fato, pois a esposa de Abobrão é funcionária pública do município e deverá ser investigada se houve falta funcional. A decisão cabe recurso.
Sérgio Onofre disse ontem que vai recorrer da decisão junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Ele nega ter feito qualquer reunião com dirigentes e funcionários de escolas para pedir votos. Segundo ele, quem organizou tal encontro, que teria sido feito em ambiente fora da escola, foi o Abobrão na condição de candidato a vereador. “Mas eu não participei desta reunião, não sei por que me colocaram neste processo judicial”, declarou Onofre.

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