Política

Deputado Mabel vai ao STF contra eleição de Cunha para líder do PMDB

Da Redação ·

Por Erich Decat e Márcio Falcão BRASÍLIA, DF, 5 de fevereiro (Folhapress) - Derrotado na disputa pela liderança do PMDB na Câmara, o deputado Sandro Mabel (GO) apresentou ao STF (Supremo Tribunal Federal) mandado de segurança com pedido de liminar para anular a eleição que deu vitória a Eduardo Cunha (RJ). Segundo peemedebistas, a iniciativa não teve aval da cúpula do partido e tende a acirrar o clima de racha dentro da bancada iniciado no final do ano passado, com o lançamento das candidaturas de Cunha e de Mabel ao comando do partido na Casa. No mandado de segurança, Mabel contesta a participação dos deputados Leomar Quintanilha (PMDB-TO) e Marcelo Guimarães Filho (PMDB-BA) na votação. Ambos tomaram posse na véspera da eleição, ocorrida no último domingo, no lugar de Lázaro Botelho (PP-TO) e João Carlos Bacelar (PR-BA), respectivamente. A dança das cadeiras teria sido estimulada por Cunha como forma de ampliar o apoio à sua candidatura. Mabel alega, no entanto, que a posse de Quintanilha e Guimarães Filho ocorreu ao "arrepio das normas constitucionais e regimentais". "Eles tomaram posse num período de recesso sendo que só poderiam tomar posse na segunda-feira dia do início das atividades na Câmara. A votação ocorreu de forma ilegal. Eles ganharam de forma fraudulenta", disse à Folha Mabel. No dia da votação, Cunha foi eleito líder, no segundo turno da disputa, com 46 votos contra 32 de Mabel. No primeiro turno, ele recebeu 40 votos, contra 26 de Mabel e 13 do deputado Osmar Terra (RS). Procurado, Cunha disse que a atitude de Mabel demonstra que o adversário queria ganhar o comando do partido na Câmara "a qualquer custo". "Eleição a gente ganha no voto. No tapetão, não dá", disse Cunha. O líder do PMDB também enfrenta um outro problema que é o recente distanciamento com o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), eleito para o posto ontem. Alves, em conjunto de parte da cúpula do partido, apoiaram a candidatura de Mabel em oposição à de Cunha. Um dos argumentos ditos nos bastidores é o possível tensionamento do novo líder com o Palácio do Planalto em temas de interesse do Executivo. Questionado como estava a relação com Henrique Eduardo Alves, Cunha disse: "Nós não brigamos, mas não fizemos as pazes'  

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