Política

Com 56 votos, Renan Calheiros é eleito presidente

Da Redação ·





Por Gabriela Guerreiro, Andreza Matais e Erich Decat

BRASÍLIA, DF, 1 de fevereiro (Folhapress) - Denunciado pela Procuradoria-Geral da República por três crimes, Renan Calheiros (PMDB-AL) é o novo presidente do Senado. Foi eleito na manhã de hoje em votação secreta por seus pares, com 56 votos.

O outro candidato foi o senador Pedro Taques (PDT-MT), que recebeu 18 votos. Dois senadores votaram em branco e dois, nulo.

Taques havia recebido apoio público de bancadas de oposição como a do PSDB e a do DEM, e da governista do PSB. Mas as promessas de manutenção de cargos na Mesa Diretora falaram mais alto.

Os crimes que o Ministério Público Federal atribui a Renan levaram ele a renunciar à presidência do Senado, cargo que ocupava desde 2005, em 2007.

Senadores de oposição criticaram a manutenção da candidatura de Renan, mas já consideravam sua eleição uma inevitabilidade.

Como disse Álvaro Dias (PSDB-PR), não havia fatos novos para o

continua após publicidade
público interno --governo e Senado. Em entrevista ontem, Renan disse estar confortável em assumir a presidência do Senado mesmo sob suspeita, por considerar que a ação da procuradoria era motivada politicamente. A denúncia do procurador-geral, Roberto Gurgel, ocorreu na semana passada, e hoje cedo a revista Época divulgou o teor da acusação: falsidade ideológica, uso de documentos falsos e peculato. O senador é acusado de pagar despesas pessoais com dinheiro de Cláudio Gontijo, que trabalha para a empreiteira Mendes Júnior. Para justificar que tinha renda para fazer os pagamentos, Renan apresentou documentos e afirmou que tinha ganhos com a venda de gado. O senador pagava uma pensão mensal à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento.