Política

Indicado para liderar PR, Garotinho nega resistência de Dilma

Da Redação ·

Por Márcio Falcão BRASÍLIA, DF, 31 de janeiro (Folhapress) - Na véspera de ser confirmado como novo líder do PR na Câmara, o deputado Anthony Garotinho (RJ) negou hoje que exista resistência do Planalto e da presidente Dilma Rousseff a seu nome para comandar a bancada de 37 deputados. Ele ainda demonstrou interesse em discutir a volta do partido à Esplanada, mas sustentou que "o PR não vai se auto convidar". "Tem muita coisa plantada. Eu creio que não há resistência [a sua liderança]. Ela disse que conversa comigo", afirmou o deputado. O PR se reúne amanhã e deve oficializar a indicação dele. Garotinho iria disputar o posto com o paranaense Fernando Giacobo, ligado a ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil), que não registrou sua candidatura. Segundo integrantes do comando do PR, o deputado Laércio Oliveira (SE) também deve abrir mão da briga. Interlocutores do Planalto, no entanto, reconhecem que a chegada de Garotinho a liderança causa preocupação. Um dos líderes da bancada evangélica, ele já complicou votações na Câmara e ameaçou convocar ministros para pressionar o governo a abrir mão de questões polêmicas, como o chamado kit-gay. Para o governo, a entrega da liderança para Garotinho é um sinal de que o PR não aceitou ser desalojado do Ministério dos Transportes, em 2011, na chamada faxina por conta das denúncias de irregularidades no setor. Garotinho evitou polemizar e disse que o partido recebeu um sinal de que o Planalto que discutir o apoio da legenda após as eleições para as presidências do Senado e da Câmara. "Se o PR for convidado, vamos trazer para as bancadas da Câmara e do Senado decidirem o que fazer", disse. "Eu acho justo que, se tiver o apoio [ao governo], tenha espaço [na Esplanada]", completou. Para aliados, Garotinho disse que se não for contemplado, a bancada precisa discutir se fica na base aliada ou parte para oposição. Sobre a relação com a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais), responsável pela articulação política com o Congresso, Garotinho disse apenas que "conversaram pouco".  

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