Política

Confronto entre grupos de Lupi e Brizola Neto marca reunião do PDT

Da Redação ·

Por Erich Decat BRASÍLIA, DF, 6 de dezembro (Folhapress) - A reunião do Diretório Nacional do PDT realizada hoje para fazer o balanço das eleições municipais de outubro foi marcada pelo confronto entre o grupo do atual presidente da legenda, Carlos Lupi, e do ministro Brizola Neto (Trabalho). Logo no início, o clima começou a ficar tenso quando filiados contrários à gestão de Lupi, que estavam sem o credenciamento, foram barrados na entrada do evento que ocorreu na sede do partido em Brasília. Segundo parlamentares e assessores ouvidos pela reportagem, o ponto de maior exaltação foi quando Brizola Neto chegou ao auditório e não foi anunciado pelo secretário-geral do partido, Manoel Dias, que estava com a palavra. Dias é aliado de Lupi. Diante da falta do anúncio, a irmã de Neto, deputada estadual, Juliana Brizola (RS), interrompeu o dirigente e foi prontamente repreendida por Dias que teria dito: "Tenha um pouco de educação". A intervenção gerou um bate-boca entre os dois: Juliana Brizola: "Está me chamando de mal educada?" Manoel Dias: "Estou". Juliana Brizola: "Você não teria coragem de falar na frente do meu avô". Juliana é neta de Leonel Brizola, um dos maiores símbolos do partido, morto em 2004. "O bate-boca foi um horror", disse o deputado Reguffe (DF). "A reunião foi tumultuada com esta disputa entre Brizola e Lupi", afirmou o senador Cristovam Buarque (DF). O vice-presidente do PDT, deputado André Vargas (CE), aliado de Lupi, minimizou o clima de confronto entre os dois grupos. "Bate-boca sempre tem. Provocador sempre tem. Mas 95% vivem em harmonia apenas 5% querem conturbar", disse. Candidatura Em meio a um ambiente acirrado, um dos pontos que teve apoio da maioria foi o de que o partido precisa ter candidatura própria para presidente da República em 2014. Na reunião, o senador Pedro Taques (MT) voltou a defender o nome de Cristovam Buarque como candidato do partido. "O PDT tem que encontrar um caminho. Defendo que não podemos ficar a reboque do PT", disse. Cristovam, no entanto, diz que ainda aguarda uma união do partido para se posicionar. "Não é uma coisa que eu estou indo atrás, mas também não estou dizendo que não topo. Mas só vale a pena o partido ter um candidato se estiver unido", afirmou. Segundo André Figueiredo, a oficialização do lançamento de um candidato deve ocorrer em março de 2013 quando está prevista eleições internas no partido. "Talvez na convenção tenha um indicativo mais forte. Devemos tomar um posicionamento mais claro. Time que não joga não tem torcida", disse Figueiredo. Liderança Antes das eleições internas, a disputa entre o grupo de Lupi e Brizola Neto deve voltar a ganhar um novo round na próxima quarta-feira quando a bancada da Câmara define o nome do líder para 2013. No páreo está o atual líder, André Figueiredo e do deputado João Dado (SP) que conta com apoio do ministro.  

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