Política

Vereador Joel Garcia presta depoimento

Da Redação ·
 Joel Garcia foi preso no dia 29 de janeiro pelo Gaeco
fonte: JL
Joel Garcia foi preso no dia 29 de janeiro pelo Gaeco

Preso há 54 dias, o vereador Joel Garcia (PDT) teve o primeiro contato com a imprensa na manhã desta quarta-feira (24) no Fórum de Londrina. A Justiça começou a ouvir as 32 testemunhas, de defesa e acusação, do processo em que o vereador é acusado de manter uma funcionária fantasma em seu gabinete.

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Visivelmente abatido, Garcia chegou ao Fórum às 8h59 em um carro da Polícia Militar, por ser advogado ele está detido em uma sala do 5º Batalhão da PM. Vestindo terno, o vereador não estava algemado e falou com a imprensa em tom baixo.

Funcionária fantasma - Joel Garcia foi preso no dia 29 de janeiro pelo Grupo de Atuação ao Crime Organizado (Gaeco) acusado de interferir na coleta de provas da investigação na qual é acusado de manter uma funcionária fantasma em seu gabinete. O vereador coleciona três ações criminais e duas cíveis.

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Ele foi denunciado por tentar favorecer a empresa da família na licitação da merenda escolar e conseguir emprego no Procon para uma estagiária que havia sido cabo eleitoral. Foram abertas uma ação criminal e uma cível para cada um destes casos em que Garcia é acusado de concussão. A outra ação criminal é pela denúncia de manter uma assessora fantasma em seu gabinete. Neste caso, o vereador é acusado de peculato.

O Ministério Público (MP) Eleitoral e a Polícia Federal (PF) também investigam a denúncia de que o vereador teria comprado votos na eleição do ano passado. 

De acordo com o advogado Maurício Carneiro, que defende Garcia, Alysson Carvalho, Rogério Lopes Ortega e a enfermeira Regina Amâncio são as testemunhas mais importantes. Carvalho é assessor de assuntos legislativos do prefeito Barbosa Neto (PDT); Ortega é assessor do gabinete do vereador Roberto Fu (PDT); Regina Amâncio foi autora da representação que deu início às investigações do MP sobre Garcia.

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Carneiro adiantou que uma das linhas da defesa será tentar desqualificar a denúncia feita por Regina Amâncio. A estratégia passa por estabelecer uma ligação entre ela e Barbosa Neto, que segundo o advogado “existe desde a campanha”. Se a denúncia da enfermeira foi o ponto de partida das investigações, o depoimento do prefeito ao MP complicou ainda mais a situação do vereador, que antes de entrar em choque com Barbosa Neto, era líder da sua administração na Câmara Municipal.

O raciocínio da defesa é que a denúncia de Regina Amâncio serviria aos interesses do prefeito na disputa contra o seu ex-líder.

As informações são do Jornal de Londrina