Política

Para se defender de mensalão, Haddad diz que "sabe montar equipe"

Da Redação ·





Por Luiza Bandeira

SÃO PAULO, SP, 18 de setembro (Folhapress) - Na tentativa de atacar o adversário José Serra (PSDB) e se defender da associação de seu nome ao mensalão, o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, disse hoje que "sabe escolher equipe" porque nenhum colaborador de sua gestão no Ministério da Educação responde a processos.

O candidato não mencionou, porém, o fato de que alguns réus do mensalão eram os principais nomes da equipe do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu padrinho político. "A disputa é comigo. Tem que fazer a disputa comigo", disse Haddad, ao ser questionado sobre as alianças do ex-presidente.

As declarações foram uma resposta à propaganda do candidato do PSDB que tenta vinculá-lo ao mensalão.

"Eu não só respondo pela minha biografia como meus colaboradores, ao contrário dos dele [Serra], não estão respondendo a processo de improbidade administrativa. Ele tem vários secretários nessa situação. Eu sei montar uma equipe, o que não parece ser o caso nem dele nem do [prefeito Gilberto] Kassab (PSD)."

O candidato também questionou a afirmação de Serra, feita durante debate na noite de ontem, de que ele seria o "prefeito da mudança".

"Não consegui compreender o sentido disso, se ele está se distanciando do prefeito. Porque até o presente momento ele disse que gestão Kassab era boa e ele pretendia dar continuidade. Aliás, tem que perguntar para o prefeito se vai continuar apoiando seu candidato", disse.

Em visita a Sapopemba, o candidato prometeu criar uma subprefeitura no local se for eleito. O custo, segundo o petista, será de R$ 30 milhões. "É um orçamento muito pequeno para o benefício que traz."

Ele disse também que pretende reformular a Guarda Civil Metropolitana para que ela possa agir como uma polícia comunitária em determinado bairros.

Sem mencionar o nome do adversário, Haddad criticou a proposta de Celso Russomanno (PRB) de integrar os guardas noturnos à estrutura da prefeitura.

"Imaginar que o plano de segurança vai estar fundado no vigia noturno é desconhecer que nos bairros mais perigosos você nem isso tem."
 

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