Política

Assessora parlamentar citada no caso tem morte cerebral, diz deputado

Da Redação ·





Por Andreza Matais, André Borges e Flávio Ferreira

BRASÍLIA, DF, 13 de setembro (Folhapress) - O deputado federal José Mentor (PT-SP) afirmou que a assessora parlamentar Silvana Paz Japiassu, 47, teve morte cerebral hoje no hospital Santa Luzia, em Brasília. Ela respondia uma ação movida pelo Ministério Público Federal do Distrito Federal por ter recebido presente do operador financeiro do esquema do mensalão, Marcos Valério.

Seu atual chefe, Mentor afirmou que Silvana teve uma gripe que evoluiu para uma pneumonia, o que a levou a ser internada há alguns dias.

Questionada pela reportagem, uma enfermeira da UTI do hospital informou que só poderia repassar informações para familiares. A assessoria do Santa Luzia não respondeu os recados da reportagem.

Na ocasião do recebimento do presente, Silvana era secretária do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), réu no julgamento do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo a denúncia, ela recebeu passagem e hospedagem em um hotel na zona sul do Rio de Janeiro em 2003. Para o Ministério Público, isso configurou recebimento de vantagem indevida. Ela não foi denunciada na ação que hoje é analisada no Supremo.

Cunha já foi condenado pelo STF por corrupção e também responde na mesma ação que Silvana por improbidade administrativa. Presidente da Câmara em 2005, o deputado é acusado de ter recebido R$ 50 mil de Valério em troca de um contrato com a Câmara dos Deputados.

Atualmente, Silvana estava lotada na Comissão da Consolidação das Leis Trabalhistas na Câmara dos Deputados. Mentor, que comanda a comissão, afirmou que ela era uma funcionária competente e que não a contratou a pedido de João Paulo.

"Ela é muito diligente." Mentor também teve o nome envolvido no escândalo do mensalão, mas não é réu no processo do STF.
 

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