Política

"Não existe queda", diz Russomanno sobre oscilação no Datafolha

Da Redação ·

Por Diógenes Campanha SÃO PAULO, SP, 12 de setembro (Folhapress) - O candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, relativizou hoje a oscilação negativa registrada pela pesquisa Datafolha divulgada hoje. Ele caiu de 35% para 32% das intenções de voto em relação ao levantamento anterior, realizado no início do mês, mas manteve a liderança da corrida eleitoral. José Serra (PSDB), com 20%, e Fernando Haddad (PT), com 17%, aparecem tecnicamente empatados em segundo lugar. A queda de Russomanno - a primeira desde dezembro de 2011 - está dentro da margem de erro, que é de três pontos percentuais para mais ou para menos. "Estou muito feliz, porque a queda está dento da margem de erro, então não houve queda", disse o candidato após visita à Fundação Cafu, no Jardim Irene (zona sul). "Recebo [o resultado] mais uma vez com humildade, com pé no chão. Vamos trabalhar como se estivéssemos em último lugar." Ele reclamou que a intenção de voto espontânea (na qual o pesquisador não apresenta a lista de candidatos ao eleitor) não teria sido divulgada ("Achei estranho", disse). Os dados, no entanto, foram publicados pela Folha de S.Paulo na edição de hoje. Nela, Russomanno tem 22% (tinha 25% no levantamento anterior), contra 13% de Serra e 12% de Haddad. O candidato afirmou que sua campanha poderá reforçar a divulgação de seu número na urna eletrônica. O Datafolha mostrou que apenas 36% de seus eleitores sabem qual número precisarão digitar no dia 7 de outubro, o menor índice entre os apoiadores dos três primeiros colocados. "Vou conversar com nossos coordenadores, com o [Ricardo] Bérgamo, que é o nosso marqueteiro, para analisar [a necessidade de reforço]. Estamos acompanhando bem esse processo. Mas quem quer votar no Celso vai chegar na hora e vai ter a lista lá [na seção eleitoral] com o nome de todo mundo", disse. Russomanno repetiu o discurso de que "não tem padrinhos políticos" ao ser questionado sobre a nomeação de Marta Suplicy (PT) para o Ministério da Cultura após a adesão da ex-prefeita à campanha de Haddad. "Eu tenho os homens de São Paulo, que são meus padrinhos. A população de São Paulo é que me prestigia. Cheguei até aqui porque o povo quis, pelas minhas intenções de voto, pelas minhas votações como deputado federal, sem padrinhos", afirmou.  

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