Política

Após suspeita da PF, assessor de Agnelo diz que volta de "cabeça erguida"

Da Redação ·

Por Filipe Coutinho BRASÍLIA, DF, 12 de setembro (Folhapress) - Em sua primeira declaração após voltar ao governo do Distrito Federal, o secretário Cláudio Monteiro disse que trabalha de "cabeça erguida" e pedirá na Justiça "reparação" por ter sido citado em conversas do grupo do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. "A pior coisa é sofrer uma injustiça e ficar sem meios de fazer uma prova negativa. Fui eu que pedi toda a investigação e quebrei meus sigilos. Há muitos reparos a serem feitos e estou acionando a Justiça para obter esses reparos", disse. As declarações de Monteiro foram dadas após ele participar de abertura de seminário sobre sustentabilidade na Copa-2014. Claudio Monteiro voltou ao governo de Agnelo Queiroz (PT) como chefe da secretaria da Copa do Mundo, após uma investigação do próprio governo distrital inocentá-lo. Antes ele era chefe de gabinete do governador e foi citado em conversas do grupo de Cachoeira, quando foi afastado do governo e chegou a ir à CPI para prestar esclarecimentos. "Fui a CPI e abri minha vida. Fiquei seis horas e saí elogiado pela oposição. Caminho de cabeça erguida. Dizem que sentar numa CPI é sentar numa cadeira elétrica. Eu não fui eletrocutado." Como a Folha de S.Paulo revelou, relatório da Polícia Federal apontou "fortes indícios" de interceptação ilegal de e-mails para obter informações "privilegiadas/antecipadas, de interesse do governo do Distrito Federal", na gestão do petista Agnelo Queiroz. A PF suspeitou que a pessoa chamada de "chefe" pelos envolvidos era Claudio Monteiro -não há gravações em que ele apareça. O relatório sugeriu aprofundar investigações sobre o esquema.  

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